
A Black Friday de 2026 terá início antecipado, com 48% dos consumidores já com lista de compras pronta antes da data oficial, marcada para 27 de novembro. O dado vem da Pesquisa Black Friday 2026, do Google em parceria com a Offerwise, que entrevistou 2.000 pessoas em julho e divulgou os resultados em agosto.
Do ponto de vista dos vendedores, a equipe da pesquisa Radar Mercado Digital 2026, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o E-Commerce Brasil, entrevistou 3.081 empresários e constatou que a operação digital é conduzida por um único profissional em 59,2% dos pequenos negócios, chegando a 76,2% entre microempreendedores individuais.
"Quem toca o negócio sozinho não tem meia hora para gastar numa ligação, ainda mais em novembro. Se a resposta não vem em minutos, o custo aparece na loja, com um cliente esperando", afirma Eduardo Lemos, vice-presidente de Operações da Cielo. Segundo o executivo, parte da rotina administrativa que antes dependia de telefone, e-mail ou computador migrou para o celular, e cinco tarefas mostram essa mudança.
A primeira é conferir o caixa. Saber quanto entrou, quanto ainda está a receber e em que data o dinheiro cai deixou de depender de relatório por e-mail e virou consulta feita na hora. A segunda é entender o extrato: em vez de navegar por filtros e menus, o lojista descreve em linguagem comum o recorte que quer ver e recebe a informação na sequência. A terceira é emitir o documento que o contador pede. Cartas e comprovantes que dependiam de solicitação formal e prazo de retorno passaram a ser gerados de imediato.
A quarta é cobrar quem não está na loja. A venda combinada por telefone ou por rede social, comum no período de promoções, é fechada com um link de pagamento gerado no próprio celular, sem equipamento adicional. A quinta é acompanhar um chamado. O status do atendimento fica disponível para consulta direta, o que elimina a ligação feita apenas para saber se alguém está analisando o problema.
Nenhuma dessas tarefas é nova, e todas já custaram uma manhã inteira na rotina de quem tem um comércio. O que mudou foi o tempo que cada uma consome e o lugar onde é resolvida. "O empreendedor não quer mais ser informado, ele quer sair da conversa com o problema resolvido. Em um mês de movimento acima do normal, cinco minutos economizados em cada tarefa fazem diferença no atendimento", conclui Lemos.
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