
A procura por resultados de rejuvenescimento sem passar pela sala de cirurgia tem crescido de forma consistente no mundo. Levantamento de 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) registrou 20,5 milhões de procedimentos não cirúrgicos ao longo do ano, com alta de 42,5% em quatro anos, e o peeling químico entre os cinco tratamentos mais realizados. O Brasil aparece na segunda posição em volume total de procedimentos, atrás apenas dos Estados Unidos. Nesse cenário, ganham espaço abordagens que buscam atuar na qualidade da pele por meio de estímulos químicos controlados.
É nesse contexto que se insere o Biolifting Regenerativo, método autoral criado pelo médico José Kacowicz, com formação em farmacologia e à frente do Kacowicz Institute. A proposta parte do que o especialista chama de "cirurgia química sem cortes", conceito que descreve o uso de agentes químicos aplicados de maneira precisa para desencadear um processo de regeneração da pele, sem incisões, descolamentos ou retirada cirúrgica de tecidos. Diferentemente da cirurgia plástica convencional, que reposiciona mecanicamente os tecidos, a técnica busca estimular os próprios mecanismos de remodelação e retração do organismo.
Boa parte das queixas tratadas está ligada ao desgaste provocado pelo tempo e pela exposição solar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a radiação solar figura entre os principais fatores de alteração da pele, respondendo por manchas, perda de elasticidade e degradação do colágeno. A The Skin Cancer Foundation estima que o fotoenvelhecimento responde por cerca de 90% das mudanças visíveis na aparência cutânea.
O quadro é agravado pela baixa adesão à proteção solar: estimativa da SBD citada em artigo científico aponta que cerca de 63% das pessoas se expõem ao sol sem qualquer proteção, o que ajuda a explicar por que estratégias voltadas à renovação profunda da pele têm ganhado atenção clínica.
Segundo Kacowicz, o efeito de sustentação alcançado pelo método não decorre de tração mecânica, mas de uma retração orientada da própria pele. O lifting não é imposto à pele. Ele nasce da própria regeneração da pele", afirma José Kacowicz, médico e idealizador do Biolifting Regenerativo. O especialista explica que tecidos envelhecidos dão lugar a um novo tecido formado durante o processo, o que, na avaliação dele, contribui para mudanças de textura, firmeza e uniformidade da cor.
Indicações e sinais tratados
O Biolifting Regenerativo costuma ser indicado, conforme o médico, para casos de envelhecimento cutâneo avançado, rugas profundas, elastose solar, alterações de textura, cicatrizes de acne e determinados quadros de melasma. A hiperpigmentação é uma demanda frequente no país: um estudo transversal com mulheres adultas brasileiras identificou prevalência de melasma facial de 36,3% ao exame clínico, com maior frequência em fototipos mais pigmentados.
Kacowicz acrescenta que o método se distingue de peelings convencionais porque não pretende atuar apenas sobre camadas superficiais, mas promover uma reorganização estrutural mais ampla da pele.
Planejamento individualizado
Antes de qualquer aplicação, o tratamento passa por avaliação clínica detalhada, documentação fotográfica padronizada e análise do fototipo, da capacidade de regeneração, do padrão de cicatrização e do histórico médico do paciente. Segundo o especialista, essas informações orientam decisões como intensidade, áreas prioritárias, direção da retração da pele e cuidados posteriores.
Para o médico, a etapa é o que sustenta a previsibilidade e a segurança do resultado, já que não existiriam protocolos universais na medicina regenerativa e cada organismo apresentaria uma resposta própria diante do estímulo aplicado.
O especialista descreve ainda o tratamento como um ciclo, e não como um evento único. "O Biolifting Regenerativo não acontece em um único dia. Ele acontece ao longo de um ciclo de, em média, 15 dias, durante o qual a pele percorre etapas sucessivas de regeneração, remodelação e retração. O procedimento apenas inicia esse processo; é a biologia que o conduz", detalha José Kacowicz.
Kacowicz pondera que o Biolifting Regenerativo e a cirurgia plástica não competem entre si, uma vez que possuem mecanismos distintos e podem ser complementares conforme o caso. A escolha do tratamento mais adequado, segundo ele, depende da avaliação individual conduzida por um médico especialista, capaz de considerar as características de cada pele e as expectativas de cada pessoa.
Para saber mais, basta acessar: https://drkacowicz.com/
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