
Foto: Divulgação / Semae
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou em reunião plenária realizada nesta sexta-feira, 8, a resolução que estabelece critérios técnicos para que municípios catarinenses possam exercer o licenciamento e a fiscalização ambiental de impacto local. A medida busca reduzir inseguranças jurídicas, evitar interrupções nos processos e dar mais previsibilidade a empreendedores e prefeituras.
A Resolução nº 309, que será publicada no Diário Oficial do Estado, substitui normas anteriores e detalha as exigências mínimas para que os municípios possam emitir licenças ambientais. Entre os principais pontos, estão a obrigatoriedade de estrutura técnica mínima, conselho municipal de meio ambiente ativo, sistema eletrônico de acompanhamento de processos e equipe de fiscalização ambiental vinculada ao órgão ambiental.
A Facisc acompanha e participa das discussões sobre licenciamento ambiental municipal desde a construção das primeiras normativas estaduais que regulamentaram o tema, ainda em 2017, por meio de representação nas câmaras técnicas do Consema e diálogo com municípios, setor produtivo e órgãos ambientais.
Para o diretor de Sustentabilidade da Facisc, Henrique Folster Martins, a nova resolução cria parâmetros mais claros para o funcionamento do sistema ambiental nos municípios catarinenses. “Essa atualização traz mais segurança jurídica tanto para os municípios quanto para os empreendedores. O licenciamento ambiental exige estrutura técnica, continuidade e responsabilidade. A resolução deixa claro que o município não pode interromper esse serviço de forma abrupta, o que dá mais previsibilidade aos investimentos e aos processos ambientais”, afirma.
Pela nova regra, os municípios não poderão mais interromper o serviço de forma repentina. A resolução determina que qualquer pedido de desistência do exercício do licenciamento ambiental deverá ser formalizado ao Consema com antecedência mínima de 120 dias e acompanhado de justificativas técnicas e econômicas. Durante esse período, o município permanece obrigado a receber documentos, analisar pedidos e emitir licenças.
Pela nova regra, também foram estabelecidos os critérios para atuação supletiva do estado, caso os municípios deixem de exercer o licenciamento ambiental. A resolução reforça ainda a obrigação dos municípios realizarem fiscalização ambiental das atividades que licenciarem e estabelece que os órgãos municipais deverão manter sistemas digitais para cadastro, tramitação e publicidade dos processos ambientais.
A normativa também manteve o número mínimo de profissionais habilitados conforme o grau de complexidade do licenciamento ambiental municipal. Os municípios classificados no nível I precisarão de ao menos dois técnicos; no nível II, três profissionais; e no nível III, cinco integrantes no quadro técnico habilitado.
Outro ponto previsto é a possibilidade de atuação por meio de consórcios intermunicipais. Nesse modelo, os municípios poderão compartilhar estrutura técnica e apoio jurídico para análise dos processos ambientais, desde que mantenham representação formal e estrutura legal adequada.
“A aprovação desta resolução representa um avanço importante para garantir mais segurança jurídica, transparência e continuidade no licenciamento ambiental municipal em Santa Catarina. Estamos estabelecendo critérios técnicos claros para que os municípios possam exercer essa competência com responsabilidade, estrutura adequada e previsibilidade. Isso é fundamental tanto para a proteção ambiental quanto para dar estabilidade aos empreendedores e aos investimentos no estado. A nova normativa também reforça a importância da fiscalização ambiental e da cooperação entre os municípios, inclusive por meio de consórcios intermunicipais, fortalecendo a gestão ambiental catarinense como um todo”, destaca o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta.
Meio Ambiente Consulta pública da Semae sobre o Litoral catarinense reúne cerca de mil contribuições e reforça prioridades para a gestão da zona costeira
Meio Ambiente Reserva Biológica Estadual do Aguaí completa 43 anos como referência em conservação ambiental no Sul catarinense
Meio Ambiente No Summit Cidades, Dibea Estadual da Semae destaca protagonismo do Pet Levado a Sério em políticas públicas de proteção animal em Santa Catarina
Meio Ambiente Parceria entre IMA e ACIBr amplia apoio à conservação da fauna na Reserva Biológica Estadual da Canela Preta
Meio Ambiente Semae e IMA lançam plataforma inédita para mapear e monitorar obras no Litoral catarinense
Meio Ambiente Reserva Biológica Estadual da Canela Preta: 46 anos dedicados à conservação da biodiversidade entre Botuverá e Nova Trento
Meio Ambiente Governo de Santa Catarina conclui a primeira etapa do Plano de Transição Energética Justa e apresenta diagnóstico à sociedade civil
Meio Ambiente Parque Estadual da Serra Furada entre Grão-Pará e Orleans completa 46 anos de história em Santa Catarina
Meio Ambiente Nova plataforma do Governo do Estado vai rastrear metas de reciclagem e fortalecer logística reversa em Santa Catarina Mín. 11° Máx. 19°





