
O SPDH mantém o solo com cobertura vegetal permanente, o que melhora a fertiidade do solo – Foto: Aires Mariga / Epagri
A Epagri realiza, entre os dias 1º e 2 de outubro, o I Encontro Técnico Nacional do Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) . O evento vai reunir, na Grande Florianópolis, pesquisadores, agricultores e extensionistas de diferentes regiões do Brasil para difundir conhecimentos, trocar experiências e fortalecer a rede de produtores rurais e técnicos que buscam práticas mais sustentáveis de produção de alimentos.
De acordo com o coordenador do encontro, Humberto Bicca Neto, o objetivo é discutir a técnica do SPDH e como ele contribui para uma agricultura de qualidade e baixo custo, mostrando casos de sucesso no campo. Para isso o evento conta com uma parte teórica no primeiro dia e demonstrações práticas no segundo.
Na quarta-feira, 1, o evento acontece no auditório da Sede da Epagri, em Florianópolis. A programação conta com palestras sobre metodologia na mitigação de gases de efeito estufa (GEE), dinâmica de carbono e gases GEE em cultivos com a aplicação do SPDH, microbioma e atividade enzimática do solo em SPDH, resultados técnicos e econômicos com a implantação do SPDH e experiências bem-sucedidas de agricultores familiares que já aplicam a prática em cultivos de hortaliças e frutas.
A programação de quinta-feira, 2, será em propriedade rural no município de Antônio Carlos. Lá acontecerá um dia de campo que visa aproximar o público da realidade do manejo em áreas de produção no SPDH.
Entre os palestrantes estão extensionistas rurais e pesquisadores da Epagri, UFSC, Udesc, além de representantes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). Agricultores familiares também terão espaço para relatar suas experiências, evidenciando a viabilidade técnica, econômica e ambiental do SPDH.
O Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) é uma tecnologia desenvolvida pela Epagri em parceria com agricultores familiares, baseada em princípios de conservação do solo e redução do uso de insumos químicos. A prática busca imitar a dinâmica natural dos ecossistemas, mantendo cobertura vegetal permanente, diversificando cultivos e reduzindo a mobilização do solo. Com isso, garante benefícios como o aumento da matéria orgânica, melhoria da fertilidade, equilíbrio biológico, maior retenção de água e diminuição dos custos de produção.

Nos últimos anos, a adoção do SPDH tem apresentado resultados expressivos em Santa Catarina: melhoria da qualidade do solo, ganhos em produtividade e sustentabilidade, redução de pragas e doenças, além da mitigação das emissões de gases de efeito estufa. A metodologia, já aplicada em diversas cadeias produtivas, como cebola, chuchu, alface e maracujá, tornou-se referência nacional em sistemas agrícolas sustentáveis, mostrando que é possível unir eficiência econômica com preservação ambiental.
Informações para a imprensa: Isabela Schwengber, assessora de Comunicação da Epagri, fones (48) 3665-5407/99161-6596
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