
Nos últimos anos, a busca por cuidados específicos com a barba tem crescido significativamente, e o uso de produtos voltados para essa finalidade confirma esse crescimento. De acordo com o portal Cosmetic Innovation, o mercado global de cosméticos masculinos foi avaliado em US$ 17,57 bilhões em 2023, com projeção de atingir US$ 43 bilhões até 2033. Esse crescimento reflete uma tendência consolidada na era pós-pandemia, na qual a estética e o autocuidado se tornaram parte essencial do bem-estar e da autoimagem masculina.
Contudo, para manter uma barba saudável, é preciso mais do que apenas cortes regulares e produtos de beleza. A tricologia, ciência que estuda a saúde capilar e dos pelos, por exemplo, cuida da prevenção de problemas como foliculite, dermatites e ressecamento da pele.
Para o especialista em tricologia e cuidados estéticos masculinos, Paulo Villa, membro da Academia Brasileira de Tricologia, a preocupação com a saúde da barba é uma tendência crescente. “A terapia capilar e os cuidados com a barba deixaram de ser apenas uma questão estética e passaram a ser parte de um movimento que valoriza o bem-estar e a autoestima do homem moderno”, explica.
Segundo ele, a saúde da barba está diretamente ligada a um protocolo de cuidados específicos para manter os fios fortes, hidratados e livres de problemas. Paulo Villa enfatiza que a escolha dos produtos corretos, como shampoos, óleos e bálsamos específicos para barba, é essencial para evitar ressecamento e irritação da pele. Além disso, a hidratação frequente com ingredientes naturais ajuda a manter a maciez e o brilho dos fios, reduzindo o risco de pelos encravados e foliculite.
A relação entre terapia capilar e cuidados com a barba também está diretamente ligada à longevidade do embelezamento masculino. “A barbearia pode ser um espaço não apenas para cortes e ajustes, mas também para conscientização sobre a importância do autocuidado”, defende Villa. A integração da tricologia nas barbearias representa uma nova oportunidade de educar profissionais da beleza e clientes sobre a saúde dos fios e da pele, prevenindo problemas antes mesmo que eles ocorram.
Segundo Paulo Villa, essa abordagem também pode gerar um impacto econômico positivo, pois abre novas possibilidades de mercado e melhora a qualidade dos serviços oferecidos. “Investir em formação, reeducação e conscientização dos profissionais é essencial para elevar o padrão da estética masculina e trazer mais valor ao trabalho desses especialistas”, explica.
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