Romelândia | 06.04.2022 | 13h13 Polícia

Vereadora e namorado permanecerão presos após homicídio no Oeste

A Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil, esclareceu o homicídio de um idoso de 62 anos ocorrido em Tigrinhos, no dia 4 de fevereiro. O inquérito policial foi encerrado após aproximadamente dois meses.

CRIME
No dia do fato, um homem e uma mulher, esta vereadora na região Oeste, foram presos em flagrante. Após intensas buscas, policiais militares conseguiram encontrar o casal em fuga na região de Romelândia, onde foram capturados e levados à Polícia Civil, que já estava investigando o caso, ouvindo testemunhas e providenciando os exames periciais. Na ocasião, ambos os presos permaneceram em silêncio.

O trabalho de investigação continuou sem interrupção e a arma utilizada no delito foi apreendida, sendo está um revólver calibre .357 Magnum, com capacidade para 8 munições.

Após a obtenção de diversos elementos de prova, foi possível demonstrar que, além do executor e da “mandante”, já presos, outros dois homens participaram do crime. O primeiro, primo do preso, com passagens por tráfico de drogas, acompanhou o casal até o local do crime para auxiliá-los em caso de algum acontecimento diverso do planejado, postando-se como verdadeiro “soldado de reserva”. O segundo, irmão do executor, foi o responsável por levar os demais autores até às proximidades do local do fato e, posteriormente, fornecer-lhes meio de fuga e destruição de provas.

A Polícia Civil conseguiu demonstrar que os autores premeditaram o crime, na medida em que, um dia antes da execução, compareceram na delegacia de polícia local e registraram um falso boletim de ocorrência, dando conta de ameaças de morte que estariam sendo realizadas pela vítima, tudo com a intenção de tentar justificar o ato, caso viessem a ser descobertos. O registro, contudo, não correspondem à verdade, conforme comprovado.

Também foi apurado que a “mandante” do crime, valendo-se sua condição política na região, sondou integrantes das forças de segurança pública horas antes do delito, com o objetivo de saber se haveria ou não policiamento nas proximidades naquele momento.

Imagens do casal na posse da arma de fogo empregada no delito foram obtidas.

Ficou esclarecido que de forma premeditada, os responsáveis chegaram na casa da vítima e três deles deslocaram para a residência, permanecendo um na via asfaltada para providenciar a fuga que seguiria. Já na residência do idoso, após breve discussão, o homem de 25 sacou o revólver e desferiu o primeiro disparo contra o idoso “à queima roupa”, perseguindo-o na sequência pelos corredores da casa realizando novos disparos, os quais atingiram-lhe abdômen e pernas, pouco antes de alcançá-lo já bastante ferido e, cara a cara, desferiu o último tiro, que atingiu a vítima no rosto e penetrou na cavidade cerebral, causando morte praticamente instantânea.

O inquérito policial agora foi encaminhado ao Ministério Público, o promotor de justiça já ofereceu a denúncia criminal contra os envolvidos, acrescentando, além do homicídio qualificado, ainda tentativa de denunciação caluniosa, em razão do falso boletim de ocorrência. Analisando o caso, o magistrado decretou as prisões preventivas do casal e, em relação aos dois outros envolvidos, determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, ao menos até o julgamento.

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Fonte: Portal Aconteceu, com informações Polícia Civil