Chapecó | 02.12.2016 | 20h34 Geral

Não houve pânico a bordo, diz médico da CBF

O piloto não avisou que o avião estava em uma situação emergencial, o que não permitiu aos tripulantes tomarem as medidas de segurança necessárias. Os passageiros só sentiram uma trepidação e um forte barulho causado pelo choque. Ninguém ficou apavorado nos momentos que antecederam a queda do avião da Lamia. A informação é de Fernando Solera, médico enviado pela CBF à Colômbia.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Solera contou o que ouviu de uma longa conversa que teve com os dois sobreviventes da tripulação do avião, Ximena Suárez, comissária de bordo da Lamia, e Erwin Tumiri, técnico da aeronave.

“A gente ouviu muita gente falar bastante coisa, mas as vítimas não tiveram nenhum tipo de sofrimento e não houve horror nos momentos finais. Esta informação é fidedigna e eu extraí da comissária de bordo e do colega dela”, completou Solera, dando uma informação diferente da anteriormente divulgada pela equipe de resgate, de que um deles teria sobrevivido por ter adotado a posição fetal e por ter colocado uma mala entre as pernas.

Demais sobreviventes
Nesta sexta-feira, a Chapecoense divulgou um boletim médico atualizando o estado de saúde dos quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo em Medellín.

De acordo com o clube, nenhum paciente apresenta risco de morte, mas estão em situação é crítica, mas estabilizada.

Fonte: UOL