Chapecó | 02.07.2021 | 12h12 Esportes

Justiça dá prazo a CBF para explicar utilização do número 24 na Seleção Brasileira

Na tarde da última quarta-feira (30), a Justiça exigiu que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) justifique o porquê de nenhum dos jogadores convocados para a Copa América utiliza o número 24. A instituição terá prazo até está sexta-feira (02) para se pronunciar.

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O juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), foi o autor da decisão judicial.

A ação foi apresentada pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT, que também questiona “se a não inclusão do número 24 nos uniformes é uma política deliberada; qual departamento da instituição é responsável pela deliberação dos números; quais as pessoas e funcionários são responsáveis pela definição da numeração; e se existe alguma orientação da Fifa ou da Conmebol sobre o registro de atletas com a camisa 24”.

"O fato da numeração da seleção brasileira pular o número 24, considerando a conotação histórico cultural que envolta esse número de associação aos gays, deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e como uma atitude homofóbica”, apontou o grupo.

Um caso semelhante a este foi o de Cantillo, jogador do Corinthians. Em 2020, quando foi contratado, a princípio, o colombiano foi impedido de utilizar a camisa 24. Posteriormente, o atleta foi autorizado a vestir o seu número da época de Junior Barranquilla.

No Brasil o jogo do bicho teve uma influência muito forte nessa propagação ao preconceito contra a numeração. E ainda hoje se associa o número ao animal veado, que era o 24 no jogo que foi criado por João Drummond, e era inspirado no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro.

Fonte: GAZETA ESPORTIVA