Chapecó | 17.04.2021 | 09h09 Polícia

Filha de idosa morta com golpe de tesoura faz oração na cela e suposta confissão

Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que a filha da idosa, uma mulher de 52 anos, e o neto de 25, chegaram na residência às 00h41 de sexta-feira, dia 16.

O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Vagner Tiago Ramos Papini, responsável pela investigação da morte de Orentina da Silva, de 89 anos, revelou que dois minutos depois é possível ver que a luz é ligada e quatro minutos depois, às 00h47, os dois deixam a casa. A dupla retorna ao local às 7h30, quando a Polícia Militar foi acionada.

As primeiras informações repassadas pelos militares, era de que a idosa havia sido encontrada morta pelos familiares na casa onde morava na Rua Minas Gerais, no bairro Presidente Médici.

INVESTIGAÇÃO
Durante as primeiras horas de investigação, os policiais civis ouviram familiares e realizaram diligências afim de elucidar o crime.

"Familiares relataram que a filha era agressiva com a mãe e já havia a agredido em outro momento com uma tesoura”, disse o delegado.

A vítima teve um golpe fatal na região do pescoço e inúmeros ferimentos no peito. “Foram golpes superficiais que indicam que a pessoa que desferiu não teria força suficiente para provocar algo mais incisivo”, informou Papini.

“Os suspeitos estavam com as mesmas roupas e, por isso, foi possível identificar que se tratavam das mesmas pessoas. Das 00h47 até às 7h30 ninguém mais entrou na casa e nenhum vizinho ouviu gritos ou pedido de socorro”, pontuou o delegado.

Na casa também não foram identificados sinais de arrombamento, o que indica que a idosa permitiu a entrada dos dois. Além disso, nenhum objeto ou dinheiro foi levado da casa, o que descarta a hipótese de latrocínio e reforça a de homicídio.

Suspeitos, mãe e filho foram conduzidos à Central de Plantão Policial e autuados em flagrante.

FILHA PEDE PERDÃO
Enquanto estava na cela, a filha da vítima teria feito uma oração em que confessa o crime a Deus. “Uma testemunha ouviu ela falar frases como: ‘Por que eu fiz isso, poderia estar em casa com meu filho. Por que fui matar minha mãe?'”.

O delegado da DIC acredita, ainda, que mãe e filho simularam um latrocínio para prejudicar as investigações. “Quando ambos se separam eles prestaram versões contraditórias”, disse.

A motivação do crime ainda não foi identificada, mas o delegado afirmou que não havia herança envolvida e que a relação de mãe e filha era bastante conturbada.

“Preliminarmente foi uma situação banal, uma conduta de impulso. Acreditamos que não houve premeditação. A suspeita informou, de forma informal, que era bastante humilhada pela vítima e isso a teria motivado a agir assim. Ela ainda não foi interrogada formalmente, mas inicialmente assumiu a prática e disse que se tratava de legítima defesa”, acrescentou o delegado.

O neto da idosa apresentou uma versão contraditória e quando questionado sobre o fato permaneceu em silêncio.

“Por ser um golpe causado por uma tesoura fez com que presumíssemos que foi um crime envolvendo sentimentos. Quem fosse praticar um latrocínio não iria com uma tesoura. Por essa razão, a versão inicial de que seria um latrocínio foi desconstituída, motivo pelo qual passamos a suspeitar da mãe e do filho”, acrescentou.

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Fonte: ND +