Chapecó | 07.04.2021 | 15h15 Geral

Durante visita à Chapecó, Bolsonaro diz que é preciso buscar alternativas

Durante a visita à Chapecó nesta quarta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro criticou a adoção de medidas restritivas para tentar frear o avanço da Covid-19 no Brasil e afirmou que não haverá um lockdown nacional.

"Seria muito mais fácil a gente ficar quieto, se acomodar, não tocar nesse assunto, ou atender, como alguns querem, que eu posso fazer, o lockdown nacional. Não vai ter lockdown nacional", afirmou Bolsonaro.

Para ele, é preciso buscar alternativas às medidas de distanciamento social, como o fechamento do comércio. "Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, vieram pra ficar, e vão ficar a vida toda. É praticamente impossível erradicá-lo".

Na visita a Chapecó, cidade comandada pelo prefeito João Rodrigues (PSD), que tem discurso alinhado ao de Bolsonaro em relação à pandemia, nenhuma medida nova foi anunciada.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral) e Carlos França (Relações Exteriores).

Em encontro realizado no Centro de Eventos, o presidente discursou a favor do "tratamento precoce".

"Eu não sei como salvar vidas, eu não sou médico, não sou enfermeiro, mas eu não posso escolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro. Ele tem que buscar uma alternativa para isso", afirmou.

Por diversas vezes na sua fala, o presidente reiterou que os médicos tenham autonomia e liberdade para escolher o tratamento a ser aplicado, inclusive com medicamentos sem comprovação para a doença.

"Não podemos admitir impor limites ao médico. Se o médico que não quer receitar aquele medicamento, que não receite. Se outro cidadão qualquer acha que aquele medicamento não está errado... não está certo porque não tem comprovação científica, que não use, é liberdade dele. O off-label, fora da bula, é o remédio 'pro' paciente. Hoje, têm aparecido medicamentos que ainda não estão comprovados, que estão sendo testados, e o médico tem essa liberdade. Tem que ter. É um crime querer tolher a liberdade de um profissional de saúde", disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi na mesma linha do presidente. Ele relacionou a autonomia dada aos médicos à recuperação dos pacientes e disse que Chapecó poderia servir de exemplo.

"Aqui em Chapecó, no estado de Santa Catarina, que tem um sistema muito organizado, nós podemos ter um exemplo que é possível conciliar a autonomia do médico com a recuperação dos nossos pacientes", afirmou.

Celebrações religiosas
Bolsonaro citou o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir celebrações religiosas coletivas em todo o país e defendeu que a liminar seja mantida ou haja pedido de vista.

"90% da população - um pouco mais - acredita em Deus e, acreditando em Deus, eu espero que, daqui a pouco, como está previsto o Supremo Tribunal Federal julgar a liminar do ministro Kássio Nunes, ou que a liminar seja mantida ou que alguém peça vistas para que nós possamos discutir um pouco mais a abertura ou não de templos religiosos", afirmou.

Forças Armadas
O presidente também negou o apoio das Forças Armadas aos governadores nas medidas restritivas de isolamento. "O nosso Exército brasileiro não vai a rua para manter o povo dentro de casa".

Bolsonaro voltou a dizer que teme haver "problemas sociais" no país diante do agravamento da crise econômica no país e que tem mantido contato com as Forças Armadas.

"Eu tenho dito: temo por problemas sociais gravíssimos no Brasil. Converso com as Forças Armadas, se eclodir isso pelo Brasil, o que nós vamos fazer, temos efetivo para conter?", disse.

"Temos que estudar Chapecó, temos que ver as medidas tomada pelo prefeito e pela governadora [...]. O problema está aí, soluções algumas aparecem como a de Chapecó outras virão. Temos que ter coragem para decidir se ficar parado esperando solução o problema além desse do vírus, teremos outro do desemprego que leva à depressão, leva à falta de esperança, leva a que outras doenças sejam agravadas", disse. Também afirmou que nenhuma das decisões visa as eleições presidenciais de 2022.

O encontro ocorreu no Centro de Eventos da cidade, criado para para enfrentar o colapso no sistema de saúde em fevereiro por falta de leitos para tratamento da Covid-19. No sábado (3), com a transferência do último paciente do local, a estrutura, que tinha 75 vagas, foi desativada.

Informações: G1

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Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO