Chapecó | 06.12.2021 | 18h18 Polícia

Dois suspeitos de envolvimento na morte de Amanda Albach são soltos, diz polícia

Dois dos três suspeitos de envolvimento na morte de Amanda Albach, de 21 anos, foram soltos no fim de semana, informou o delegado Nicola Patel Filho, após decisão judicial. A participação deles no crime não foi revelada, mas entre os investigados está uma amiga da vítima.

Já o suspeito de atirar contra a jovem seguia preso até 16h10 desta segunda-feira (6). Conforme o delegado, a Polícia Civil vai concluir o inquérito em até 30 dias.

O corpo de Amanda foi encontrado enterrado na praia em Laguna, no Sul catarinense, na manhã de sexta (3). A jovem, que morava na Região Metropolitana de Curitiba, estava desaparecida há 18 dias. A vítima tinha uma filha de 2 anos.

Em relação ao outro investigado, o delegado afirmou que as evidências "estão sendo analisadas para comparar com versões apresentadas".

Áudio
Amanda enviou um áudio para a família antes de ser morta. A jovem disse na mensagem que voltaria para o Paraná, onde morava, com um carro que conseguiu por meio de aplicativo de transportes.

"Oi, eu estou indo embora. Consegui o Uber hoje só para eu ir embora. Já estou indo, de madrugada eu chego", disse ela.

Depois de gravar a mensagem, ela teria sido obrigada a abrir a própria cova. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, um dos suspeitos preso pelo crime disse que a jovem foi morta com dois disparos de arma de fogo, em 15 de novembro.

Investigação
A denúncia do desaparecimento chegou à polícia catarinense no dia 19 de novembro. Segundo o delegado Bruno Fernandes, Amanda veio ao estado para comemorar o aniversário de uma amiga, que já tinha morado em Fazenda Rio Grande. A mulher foi presa sob suspeita de envolvimento, junto com um irmão e o namorado dela.

Nas redes sociais, a última publicação da jovem que a polícia encontrou foi do dia 13 de novembro. Era uma foto na Praia do Canto, em Imbituba, no Sul catarinense.

Quando foi ouvido, o investigado que segue preso relatou que levou a vítima até o local onde o corpo foi encontrado enterrado. Também disse que efetuou dois disparos de arma de fogo contra ela. À polícia, o mesmo suspeito relatou que coagiu a jovem a abrir a própria cova.

"A motivação vai ser apurada com todo o contexto, mas, preliminarmente, um dos investigados se sentiu incomodado porque Amanda teria contado sobre o envolvimento dele com tráfico de drogas e tirado uma foto da arma dele. Não gostou da situação e optou por tirar a vida dela", disse o delegado Bruno Fernandes, também responsável pela investigação.

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Fonte: G1 Santa Catarina