Saúde Saúde
Tecnologia wearable permite monitorar saúde do coração
Ter um histórico de informações sobre o próprio corpo pode ajudar a observar mudanças na rotina e levar dados mais completos para uma conversa com um profissional de saúde
29/09/2026 13h42
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O coração trabalha continuamente, mesmo quando não percebemos. Ele bate cerca de 100 mil vezes por dia, acompanhando diferentes momentos da nossa vida, seja durante uma corrida, enquanto dormimos ou até em períodos de descanso. O organismo apresenta diferentes sinais que podem ser acompanhados ao longo do tempo, e visualizar essas informações pode ajudar a conhecer melhor os próprios padrões e observar como eles mudam de acordo com a rotina.

Essa atenção ganha ainda mais relevância em 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, data reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Federação Mundial do Coração. A data chama atenção para a importância de cuidar da saúde cardiovascular e conhecer melhor os fatores relacionados ao funcionamento do coração.

Parte desse cuidado passa também por prestar atenção aos sinais do próprio corpo e entender como eles se comportam no dia a dia. Para quem começou a correr, por exemplo, acompanhar os dados de diferentes treinos permite olhar para além de uma atividade isolada. É possível observar a intensidade dos exercícios, comparar períodos de treinamento e entender como a rotina de atividade física vem evoluindo. O mesmo vale para o descanso: informações registradas durante o sono podem ajudar a construir uma referência individual e mostrar quando determinados indicadores apresentam mudanças em relação ao padrão habitual.

É nesse contexto que surge uma pergunta prática: como acompanhar a saúde do coração no dia a dia e manter um histórico dessas informações?

A tecnologia pode ajudar a reunir esses dados em um único lugar. Dispositivos vestíveis — também chamados de wearables — podem registrar, em conjunto com aplicativos de saúde, informações diretamente relacionadas ao coração, como frequência cardíaca, pressão arterial, atividade elétrica do coração registrada pelo eletrocardiograma (ECG) e ritmo cardíaco. Dados sobre sono e atividade física complementam esse histórico e ajudam a contextualizar essas informações.

Para Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, ter acesso a esses dados ajuda a construir uma visão mais contextualizada do próprio corpo. "Cada pessoa tem seus próprios padrões, e conhecer essas variações pode ajudar na tomada de decisões mais informadas sobre a própria saúde", explica.

Como ter uma visão mais ampla da saúde do coração?

A frequência cardíaca é um dos indicadores que podem ser acompanhados em diferentes momentos do dia. No Galaxy Watch9, o Sensor BioActive combina sensores ópticos, elétricos e de temperatura para coletar dados biométricos utilizados pelos recursos de saúde do dispositivo.

Além da frequência cardíaca, outros indicadores relacionados à saúde do coração também podem ser acompanhados por meio de wearables, como:

- Pressão arterial: permite acompanhar os níveis de pressão arterial por meio de um Galaxy Watch compatível, após a calibração necessária do recurso.
- Eletrocardiograma (ECG): registra e analisa os sinais elétricos do coração, permitindo observar informações relacionadas ao ritmo cardíaco.
- Ritmo cardíaco: o Galaxy Watch acompanha o ritmo cardíaco ao longo do dia. A Notificação de Ritmo Cardíaco Irregular (IHRN) que monitora o ritmo cardíaco do usuário e envia uma notificação proativa caso sinais anormais sejam identificados repetidamente.

Acompanhar esses indicadores ao longo do tempo ajuda a construir um histórico individual, que pode ser consultado para entender como os dados variam de acordo com a rotina. No Galaxy Watch9 e no Galaxy Watch Ultra2, essa visão mais ampla também está presente na Pontuação da Saúde do Coração, que reúne diferentes informações relacionadas ao bem-estar cardiovascular.

A Pontuação da saúde do coração considera duração e qualidade do sono, atividade física, composição corporal e Carga Vascular, transformando esses diferentes dados em uma referência individual que pode ser acompanhada ao longo do tempo.

O sono também oferece informações importantes para esse acompanhamento. Por meio do recurso Sinais Vitais, o Galaxy Watch9 e o Galaxy Watch Ultra2 acompanham frequência cardíaca, variabilidade da frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura da pele e nível de oxigênio no sangue durante o descanso. Esses dados são comparados com os padrões habituais de cada pessoa, ajudando a contextualizar as informações registradas ao longo da noite.

Conhecer os próprios padrões é diferente de fazer um autodiagnóstico

Ter acesso a mais informações pode deixar o usuário mais informado sobre o próprio corpo, mas os dados de um dispositivo não substituem avaliação médica.

Uma alteração percebida no histórico, por exemplo, não deve ser interpretada isoladamente como sinal de uma doença. O histórico pode, no entanto, ajudar a pessoa a descrever melhor o que vem observando e levar informações mais concretas para uma conversa com um profissional de saúde.

Essa distinção também se aplica aos recursos de saúde cardiovascular. A Pontuação da saúde do coração é destinada a informações de condicionamento físico e bem-estar e não deve ser utilizada para diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

"Tecnologia e medicina têm papéis diferentes. O dispositivo pode ajudar a registrar informações e facilitar o acompanhamento da rotina, mas a interpretação clínica desses dados deve ser feita por profissionais de saúde. O mais importante é que a tecnologia ajude a pessoa a estar mais informada, sem substituir esse cuidado", explica Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil.

O cuidado com a saúde também está presente em outras frentes de tecnologia da Samsung. Na área de Health & Medical Equipment (HME), a empresa desenvolve soluções de diagnóstico por imagem, inteligência artificial e telemedicina que apoiam profissionais de saúde na avaliação e no acompanhamento de pacientes.

No Dia Mundial do Coração, acompanhar a própria rotina pode ser uma forma de prestar mais atenção ao corpo. Manter um histórico, conhecer os próprios padrões e observar mudanças não substitui o acompanhamento profissional, mas pode ajudar a pessoa a chegar a essa conversa com mais informações.