Chapecó | 11.01.2017 | 17h16 Geral

Vídeo mostra evangélica quebrando imagem de Nossa Senhora em SP

Imagens postadas no Facebook e feitas em Botucatu mostram suposta pastora dando marteladas em objeto religioso; evangélicos não cultuam imagens de santos.
Um vídeo feito por membros de uma igreja evangélica de Botucatu (SP) e postado no Facebook nesta quarta-feira mostra uma mulher, apontada como pastora, quebrando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira dos católicos no Brasil. Enquanto a mulher, ajoelhada na grama, destrói o objeto com um martelo, outras pessoas que acompanham o ritual a céu aberto fazem orações.

“Quebra toda obra contrária. Teu nome seja glorificado, senhor, Aleluia Jesus, abençoa senhor meu pai. Essa obra feita pelas mãos do inimigo, senhor, agora está sendo quebrada, senhor meu Deus e meu pai, em nome de Jesus”, prega um dos homens no local.

“Nós não aceita (sic.) outro Deus a não ser o senhor”, diz outra mulher.

Ao contrário de outras denominações religiosas, como a católica, os evangélicos não cultuam imagens de santos.

Por meio de nota, o Conselho de Pastores da Cidade de Botucatu afirma que “não esteve envolvido e nem apoia nem uma prática de intolerância religiosa. Fazendo dessa nota um pedido de perdão aos nossos irmãos e amigos católicos que se sentiram ofendidos com o vídeo de uma prática isolada que está circulando nas redes sociais”.

Um caso semelhante ganhou notoriedade em 1995, quando o bispo Von Helde, da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou uma imagem de Nossa Senhora em pleno culto, que era transmitido pela TV Record.

O caso gerou muita polêmica e fez com que Von Helder deixasse o país – ele retornou em 2014. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele foi condenado a dois anos e dois meses de prisão por discriminação religiosa e vilipêndio de imagem religiosa.

O episódio voltou à tona nas eleições municipais deste ano, quando foi usado por adversários contra o agora prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Fonte: VEJA