Chapecó | 09.10.2020 | 12h12 Saúde

Vacinação: tire todas as dúvidas sobre o preparo das crianças para a volta às aulas

Vacinação é papo sério e quem é pai ou mãe sabe da importância da imunização dos filhos. Infelizmente, pela primeira vez no século, o Brasil não atingiu nenhuma das metas das principais vacinas infantis, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, a cobertura vacinal está em 51%, quando o recomendado pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 95%.

Na terça-feira, 29 de setembro, a Pais&Filhos e a farmacêutica MSD se juntaram para conversar sobre a preparação das crianças para a volta à rotina escolar e a conscientização de vaciná-las. Apesar do número preocupante, ainda dá tempo de revertermos isso juntos e aumentar a cobertura no país.

No bate-papo, com apresentação da editora-executiva da Pais&Filhos, Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor, o pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, filho de Oswaldo e Geni, a pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, mãe de Nicole, Philippe, Lucas e Gabriel, e avó de Arthur, a epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Dominguez, mãe de Raissa e Gabriela, e a apresentadora de TV, Ticiane Pinheiro, mãe de Rafaella e Manuella, tiraram as principais dúvidas sobre o assunto.

Sobre a vacinação e proteção, Andressa Simonini comenta que imunizar a família não é pensar no seu núcleo familiar, mas sim em uma responsabilidade como um todo na sociedade. Apesar do coronavírus, a doença não está sozinha e por isso é tão importante se preocupar com as outras também. “Só o sarampo já causou mais de 8 mil casos no Brasil. Febre amarela também já foi motivo de doença no Sul do nosso país e pode acontecer em qualquer outro lugar. Temos outras viroses, então, não é só covid-19”, alerta Isabella Ballalai.

Apesar da queda da taxa de vacinação já ocorrer há cinco anos, em 2020 temos a explicação pela própria pandemia. “Ela nos colocou em uma situação de que a recomendação era de isolamento, distanciamento, e também porque as pessoas tinham muito medo, e continuam tendo medo de procurar as unidades de saúde e as clínicas de vacinação. Só que isso já estava sendo observado há alguns anos. O Ministério da Saúde já tem alertado sobre as quedas das coberturas vacinais”, explica Juarez Cunha.

Segundo o pediatra, nos anos passados, o principal motivo da queda, comentado por diversos especialistas, além da Organização Mundial da Saúde, Unicef, Ministério da Saúde e Sociedade Científica foi outro: “É a falsa segurança que as pessoas têm em relação às doenças que elas não conhecem e nunca viram”.

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Fonte: Pais & Filhos / UOL