Florianópolis | 24.02.2020 | 16h50 Polícia

Suspeito de matar diretora em escola de SC é encontrado morto na prisão

O homem preso preventivamente suspeito de matar a diretora de escola Elenir de Siqueira Fontão, de 49 anos, foi encontrado morto na prisão na manhã deste domingo (23) em Florianópolis. A causa da morte não foi divulgada pelo Departamento de Administração Prisional (Deap) que informou em nota que "todas as providências legais e periciais foram tomadas".

A diretora, que trabalhava na Escola Estadual Januária Teixeira da Rocha, no bairro Campeche, em Florianópolis, foi assassinada a facadas dentro da unidade na tarde de quarta. O suspeito, ex-namorado da vítima, foi detido pela polícia logo após o crime. Ele estava com um ferimento no abdômen e marcas de luta corporal e foi levado ao hospital. Na saída da unidade hospitalar, foi autuado.

O suspeito de 39 anos foi preso em flagrante no dia da morte e na quinta-feira (20) a prisão havia sido convertida em preventiva pela Vara do Tribunal do Júri de Florianópolis pelos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio qualificado, cárcere privado e resistência.

Segundo o Deap, o suspeito foi encontrado morto por volta das 6h na cela onde estava sozinho na Penitenciária de Florianópolis.

Feminicídio
Elenir foi rendida pelo ex-namorado, armado com uma faca, dentro da sala da direção da escola e levada ao banheiro, onde foi esfaqueada no pescoço. Um vizinho que ouviu a vítima pedir socorro tentou ajudar e acabou ferido.

Conforme a polícia, o criminoso chegou ao local por volta das 17h30, quando as aulas na escola já tinham terminado. A educadora tinha ficado na unidade até aquele horário para acompanhar um aluno que esperava os pais.

Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, testemunhas disseram que o agressor manteve a diretora trancada no banheiro por cerca de meia hora. Nesse momento um homem tentou ajudar a vítima, mas foi esfaqueado no braço pelo suspeito. Por isso, Geovanio foi enquadrado também o crime de tentativa de homicídio.

Os policiais também disseram que precisaram usar a força progressivamente para render o agressor, já que ele resistiu à prisão e tentou fazer com que os agentes atirassem nele.

Registro de boletim de ocorrência
Conforme a Polícia Civil, a vítima já tinha registrados boletins de ocorrência (B.O.s) contra o ex. Os dois B.O.s contra ele foram registrados em Palhoça, na Grande Florianópolis, cidade onde ele morava. Elenir registrou o primeiro B.O. em novembro de 2017 por ameaça, enquanto o segundo, em novembro de 2019, também foi por ameaça e ainda pelo furto do carro dela.

As investigações não tiveram continuidade, segundo a polícia, porque a vítima não representou a denúncia, não autorizando a abertura de investigação.

De acordo com a polícia, o homem já tinha antecedentes criminais por furto, ameaça, roubo, dano, invasão de propriedade e furto de energia.

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Fonte: G1 Santa Catarina