Pinhalzinho | 13.01.2021 | 17h17 Polícia

Sogro encomendou morte do genro no Oeste, investigações duraram quatro anos

Após mais de quatro anos de investigações a Polícia Civil elucidou o homicídio de Sandro Pires de Melo, de 42 anos, morto no município de Modelo.

O CRIME
O crime aconteceu no final da tarde do dia 30 de maio de 2016, e de acordo com a investigação, foi encomendado pelo sogro da vítima, motivado por desavenças familiares e financeiras. Os dois eram sócios de uma empresa de comércio de grama.

No dia do homicídio, Sandro recebeu uma ligação, onde um suposto cliente solicitava um orçamento para a manutenção de gramado em uma sub estação que estava sendo construída em linha Machado, no interior de Pinhalzinho.

Conforme Polícia Civil, a mando do sogro, os quatro executores atraíram Sandro para a sub estação, onde três deles, que na época trabalhavam como seguranças, realizaram a emboscada. O assassinato aconteceu às margens da rodovia, próximo ao CTG, em Modelo.

A vítima foi atingida com um golpe fatal de facão na cabeça e morreu no local. O corpo foi levado até Campo Erê, onde foi enterrado pelos criminosos.

INVESTIGAÇÃO
O veículo que a vítima usava na ocasião, foi encontrado pela viúva na manhã seguinte em uma “pedreira” às margens da SC-160, próximo ao CTG, em Modelo. Já corpo de Sandro foi encontrado três semanas depois, no dia 20 de junho, às margens da SC-160, em linha Doze de Novembro, no interior de Campo Erê.

Conforme a investigação, o sogro pagou cerca da R$ 70 mil pela execução do genro.

Durante o interrogatório, todos negaram o envolvimento, porém dois dos suspeitos admitiram que receberam a proposta do sogro da vítima para mata-lo.

Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito foi encaminhado à Comarca de Modelo, onde eles serão julgados.

Pela gravidade do crime e risco à ordem pública, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de todos os envolvidos, o que teve manifestação favorável do Ministério Público, mas o pedido foi negado pelo Poder Judiciário, que decretou a eles outras medidas cautelares.

O Ministério Público de Modelo ofereceu denúncia em desfavor dos indiciados, o que foi aceito pelo judiciário. Agora eles são réus e irão a júri.

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Fonte: Portal Aconteceu, com informações Polícia Civil