Chapecó | 08.02.2018 | 16h55 Geral

Saúde de SC descarta 12 e investiga 3 casos suspeitos de febre amarela

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC)informou nesta quinta-feira (08) que 12 casos suspeitos de febre amarela foram descartados, enquanto outros três estão sob investigação. Um caso foi confirmado como sendo da doença, o de uma moradora de Gaspar que morreu em decorrência da enfermidade, após ter contraído o vírus em viagem a Mairiporã (SP).

Os números são referentes ao período de 1º de janeiro e 6 de fevereiro.

Conforme a Dive/SC, dos três casos ainda em análise, um é de uma pessoa que viajou para Minas Gerais 15 dias antes de começar a ter os sintomas. Os outros dois são de pacientes que estiveram em áreas com recomendação de vacina dentro de do estado. Nenhum dos registros suspeitos de serem de febre amarela resultou em morte.

Os casos em investigação são de pessoas que moram em Lages, Nova Itaberaba e Joinville. No estado, 162 municípios fazem parte da área com recomendação de vacina contra a febre amarela. A lista consta do site da Dive/SC.

Febre amarela

A doença não é contagiosa, podendo ser contraída somente pela picada de um mosquito infectado pelo vírus. Pode ser de curta duração ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte. Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada que more ou visite áreas onde há transmissão da doença pode contrair a febre amarela.

Sintomas

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia (coloração amarelada na pele ou branco dos olhos), hemorragia, choque e insuficiência de órgãos.

Se identificar alguns dos sintomas, o paciente deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para as áreas de risco, realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.

Também deve informar se ocorreram mortes de macacos próximas aos lugares onde esteve e se já tomou a vacina contra a febre amarela, além da data da imunização.

Contraindicação

A vacina não deve ser tomada por:

Crianças menores de 9 meses de idade;
Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
Pessoas com alergia grave ao ovo;
Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;
Pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia;
Pessoas portadoras de doenças autoimunes;
Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
Pessoas que precisam ser avaliadas por um profissional antes de tomar a vacina:
Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
Transplantados e pacientes com doença oncológica, em quimioterapia;
Indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
Indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte: G1