Chapecó | 20.05.2019 | 22h26 Saúde

Santa Catarina precisará investir R$ 30,43 bilhões em saneamento até 2033

Um estudo realizado pela KPMG para a ABCON revela quais são as demandas de investimento por estado no saneamento para os próximos 14 anos, a fim de atender às metas de universalização do Plansab – Plano Nacional de Saneamento Básico até 2033.

Santa Catarina, por exemplo, precisaria investir R$ 30,43 bilhões no período, R$ 2,17 bilhões por ano, para atingir as metas estabelecidas pelo Plansab. Esse total inclui obras em ampliação de extensão de redes, adutoras, construção de estações de tratamento de água e esgoto, elevatórias, reservatórios, ligações de água, cisternas, poços artesianos, redes coletoras de esgoto, coletores- tronco, ligações de esgoto e tanques sépticos.

Considerando todos os estados do Sul, o investimento necessário para a região é de R$ 88,62 bilhões. A região Sudeste, mais populosa, é a que mais demandará investimentos, R$ 175 bilhões para o período, seguida do Nordeste, R$ 135 bilhões.

Os números gerais do estudo, sem o detalhamento dos estados, já haviam sido divulgados. Segundo a pesquisa da KPMG, o Brasil precisa de um investimento de R$ 497 bilhões para os próximos 14 anos para universalizar o saneamento no país, ou R$ 35,5 bilhões ao ano. Os valores são mais de três vezes o investimento realizado em 2017, R$ 10,9 bilhões, segundo o SNIS, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

Se forem considerados os custos para compensar a depreciação de ativos, o investimento total no saneamento chega a R$ 700 bilhões, ou cerca de R$ 50 bilhões/ano, cinco vezes a média investida por todo o setor nos últimos anos.

Uma alternativa para expandir o investimento no setor é contar com mais recursos privados. A Medida Provisória 868, que estabelece um novo marco legal para o saneamento e induz ao investimento no setor por meio de licitações e diretrizes federais de regulação, deve entrar em votação durante esta semana. O prazo máximo para a aprovação da MP 868 é o dia 3 de junho.

Outro estudo, realizado pelo Instituto Trata Brasil, mostra que o país deixa de gerar R$ 1,2 trilhão em benefícios econômicos e sociais ao deixar de investir o necessário na infraestrutura de água tratada e esgotamento sanitário.

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO