Chapecó | 22.09.2017 | 11h07 Economia

Santa Catarina é vice-líder na geração de empregos em agosto, diz Caged

Com criação de 6.130 vagas formais, Estado teve o melhor resultado para o período desde 2014
Santa Catarina foi a segunda unidade da federação que mais abriu vagas em agosto, com a criação de de 6.130 novos postos de trabalho formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

O resultado foi o melhor para o mês desde 2014, quando o Estado havia registrado saldo de 6.599. Também é o melhor saldo desde março. No ano, houve 28.979 admissões a mais que demissões, bem diferente do cenário do ano passado. Nesta mesma época em 2016 SC acumulava perda de 10.322 postos.

No país, agosto fechou com saldo positivo de 35.457 postos de trabalho, crescimento de 0,09% em relação ao estoque de julho. Foi o quinto mês consecutivo e o sexto do ano em que houve número maior de contratações do que demissões em nível nacional. O líder entre os Estados foi São Paulo, que abriu 17.320 vagas.

Em SC, a indústria da transformação liderou a criação empregos em agosto (2.718), seguida por serviços (1.525) e comércio (1062). Dos oito setores analisados, só dois tiveram desempenho negativo: agropecuária (-251) e extração mineral (-35).

No ano, a indústria também é a líder isolada na geração de empregos formais ( 23.569), o que coloca o Estado como o que mais abriu vagas no setor em 2017. O segmento têxtil puxou esse resultado ao responder por 10.043 vagas do total da indústria catarinense.

Comércio, por outro lado, tem a pior performance no ano em SC. De acordo com o economista da Fecomércio-SC, Luciano Córdova, os bons resultados da indústria se devem muito ao crescimento das exportações. Já o empresário do comércio, totalmente dependente do mercado interno. segue receoso em contratar.

Apesar de haver melhora no quadro geral de empregos em SC em comparação ao ano passado, o Estado ainda oscila entre meses positivos e negativos. Para o economista, esse comportamento claudicante se deve a um crescimento ainda frágil, muito relacionado à melhora do consumo, mas não dos investimentos.

- A situação só vai melhorar de vez com a retomada forte do investimento. Isso vai depender de uma queda maior na taxa de juros e da melhora do ambiente político e econômico de forma geral - afirma Córdova.

Entre as cidades, Joinville teve o melhor desempenho em agosto, com a criação de 1.483 vagas, enquanto Florianópolis seguiu na lanterna ao fechar 669.

Fonte: WH3