Chapecó | 02.07.2020 | 11h09 Gastronomia

Primeiro protesto em Hong Kong sob lei de segurança tem 370 detidos

Pelo menos 370 pessoas foram detidas em Hong Kong durante a manifestação de 1º de julho, data na qual é lembrado o retorno da ex-colônia britânica à soberania da China em 1997, e que neste ano reuniu milhares para protestar contra a nova lei de segurança imposta por Pequim para o território semiautônomo, informou a polícia local nesta quinta-feira (02).

Os manifestantes, segundo a corporação, bloquearam vias, montaram barricadas e, em alguns casos, atearam fogo nelas. A polícia também disse que "uma pessoa feriu um oficial com um objeto cortante enquanto ele estava cumprindo seu dever".

A situação foi normalizada por volta das 22h locais (23h de quarta-feira em Brasília), segundo as autoridades, mais alguns policiais ficaram de prontidão por mais tempo nas áreas onde ocorreram os protestos, na Baía de Causeway e no distrito de Wan Chai.

Dos 370 detidos, seis homens e quatro mulheres foram acusados de violarem a nova lei, que prevê penas de prisão perpétua por crimes de "secessão, subversão contra o poder do Estado (uma acusação geralmente usada contra dissidentes e críticos do poder), atividades terroristas e conluio com forças estrangeiras para colocar em risco a segurança nacional.

Outros foram presos por infrações como participação de assembleia ilegal, desordem pública ou posse de armas, ainda que não de fogo.

Manifestação em 1º de julho era tradição
A polícia local acrescentou que sete agentes foram feridos em ataques de alguns manifestantes durante as operações anti-motim, e que o episódio será investigado.

As autoridades haviam proibido, pela primeira vez em 17 anos, a tradicional manifestação anti-governamental realizada a cada 1º de julho.

Entretanto, apesar de uma grande presença policial, com cerca de 4.000 agentes, e do fato de as principais ruas do território terem sido bloqueadas, muitos manifestantes ignoraram a proibição e saíram para protestar, como usuários de fóruns da internet do movimento pró-democracia de Hong Kong haviam pedido.

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Fonte: R7.COM