Florianópolis | 05.06.2019 | 15h41 Justiça

Polícia indicia mulher por morte de marido coronel da PM em Florianópolis e diz que crime ocorreu após crise de ciúmes

A Polícia Civil indiciou Tânia Zapelline Ribeiro por homicídio doloso pela morte do coronel da reserva da Polícia Militar Silvio Gomes Ribeiro, em Florianópolis. Conforme o resultado da investigação, encerrada na sexta-feira (31) e divulgada pela Polícia Civil nesta terça (4), o crime ocorreu após uma "crise de ciúme".

O advogado da indiciada, Claudio Galledone Júnior, disse que é "muito prematuro" saber a motivação do crime e que somente uma "profunda apuração, que certamente ocorrerá durante a instrução do processo", vai apontar os "reais motivos".

O coronel foi encontrado morto em 22 de maio dentro de casa. A mulher dele foi presa em flagrante no mesmo dia e, na quinta-feira (30), teve habeas corpus negado. Inicialmente, ela confessou à Polícia Civil ter matado o marido em legítima defesa.

De acordo com a delegada Salete Mariano Teixeira, a mulher agiu sozinha e o matou após uma "crise de ciúme". Até esta publicação, a dinâmica do crime e a motivação não tinham sido informadas pela delegada.

Na confissão à Polícia Civil, a mulher havia dito que usou um haltere para se defender de uma ameaça feita pelo marido, depois que ela tentou evitar um ato de suicídio dele.

Habeas corpus negado

No pedido de habeas corpus, o advogado argumentou que os requisitos para a prisão preventiva não se encaixam no caso da suspeita, já que não há indícios de que ela possa perturbar o andamento do processo ou fugir.

Na decisão, a Justiça argumenta que não ficou demonstrado constrangimento ilegal ou risco de demora excessiva no processo judicial, que poderiam justificar a concessão de liberdade. Cabe recurso.

Como neste primeiro momento a decisão é liminar, o desembargador Luiz Neri Oliveira de Souza afirmou que vai aguardar recomendação da Procuradoria-Geral de Justiça e encaminhar a questão à decisão de mérito, feita por vários desembargadores.

Morte

O oficial morreu por causa de um corte no pescoço e traumatismo craniano encefálico, de acordo com o Instituto Geral de Perícias (IGP). O corpo do oficial foi velado e enterrado no dia 23 de maio, em Florianópolis.

Fonte: G1 Santa Catarina