Florianópolis | 05.11.2019 | 17h31 Polícia

PF cumpre mandado em casa de publicitário em Florianópolis a pedido do STF

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (5) um mandado de busca e apreensão na residência de um publicitário em Florianópolis. A operação foi autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do publicitário informou que não vai se manifestar até ter acesso ao processo.

Em nota, a PF informou que cumpre nesta terça uma série de mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens por determinação do STF e que a investigação é do próprio Supremo Tribunal Federal. A polícia não divulgou detalhes sobre o que foi apreendido em Florianópolis. O mandado foi cumprido no bairro Campeche, no Sul da Ilha.

O advogado Rodolfo Macedo do Prado confirmou que a PF cumpriu o mandado e esteve na casa do publicitário na manhã desta terça. Ele não deu detalhes sobre a ação da polícia.

Investigação
A operação se refere a inquérito aberto em maio do ano passado para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. A ação da PF mira supostos operadores do repasse. Fatos foram relatados em delação premiada fechada em 2017.

Na investigação, senadores e outros políticos do MDB foram intimados a depor. As informações partiram das delações da J&F e de Sérgio Machado, da Transpetro. Nos depoimentos, Sérgio Machado disse ter chegado ao conhecimento dele que a JBS, empresa do grupo J&F, faria doações à bancada do MDB do Senado em 2014 no valor de R$ 40 milhões, a pedido do PT.

Outro delator, Ricardo Saud, por sua vez, afirmou – segundo a PGR – que houve pagamento de aproximadamente R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.

Segundo Saud, apesar de diversas doações terem sido realizadas de forma oficial, "tratava-se de vantagem indevida, uma vez que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 como forma de assegurar a aliança entre os partidos"

Fonte: G1 Santa Catarina