Chapecó | 11.09.2019 | 16h57 Economia

Paralisação de funcionários dos correios "agrava ainda mais" situação da estatal

Em nota encaminhada à imprensa no início da tarde desta quarta-feira (11) os Correios atualizou o cenário acerca da paralisação dos funcionários da estatal em Santa Catarina. A paralisação foi decisão tomada em uma Assembleia Geral realizada na terça-feira em Florianópolis.

Em sua página na internet, o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios (Sintect-SC) informou que os funcionários dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado porque a categoria não aceita a privatização da Estatal, nem a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC).

A paralisação também se dá em função da exclusão do Vale-Cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde e principalmente, a exclusão dos pais de planos de saúde.
Em nota, os Correios informou que um levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Já no Estado de Santa Catarina, segundo a Estatal, 79,23 % dos empregados estão trabalhando normalmente.

A empresa argumentou ainda que a paralisação parcial dos empregados dos Correios iniciada pelas representações sindicais da categoria, "não afeta os serviços de atendimento da estatal" e que "já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população".

Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas. Outro trecho da nota fala sobre a negociação com os trabalhadores e o agravamento da situação econômica da estatal com a paralisação parcial.

Confira:
"Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nas quais foram apresentadas a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira."

Fonte: WH Comunicações