Chapecó | 09.11.2019 | 14h27 Saúde

Paciente relata quase ter perdido o braço após erro médico em cirurgia no Oeste

Uma moradora de Chapecó, procurou o site Oeste Mais para contar sua trágica experiência no centro cirúrgico. Ela, que trabalha atualmente como recepcionista, na época, em 2006, era agente de saúde no município de Xaxim, onde residia, sofreu uma queda na rua durante o trabalho e acabou sofrendo uma fratura no braço direito.

Após o acidente, Sirlei Antunes Godoy de 50 anos, conta que foi encaminhada à Xanxerê para passar por uma cirurgia e o cirurgião que a atendeu, colocou um pino em seu braço. “Esse pino deu rejeição e ele [o médico] não quis tirar”, afirma a paciente, que foi atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A recepcionista relata que após essa cirurgia, uma ferida começou a se formar em seu braço e ela passou a consultar com outra médica, na mesma cidade, também pelo SUS. “Ela tirou o pino, limpou e cuidou do ferimento e conseguiu melhorar [...] Um ano depois, eu comecei a ter um vazamento no braço e sentia muita dor, daí voltei a procurá-la”, comenta. "Existem certos médicos que parecem ter comprado o diploma, porque a médica que me atendeu também foi pelo SUS e me atendeu super bem e fez um trabalho maravilhoso".

Sirlei passou por exames e a nova médica que estava a atendendo resolveu colocar um dreno no braço da paciente, que ficou quase 30 dias com o objeto inserido no local. “A médica disse que ia abrir pra ver o que tinha dentro e dependendo do que era, eu teria que amputar o braço”, relata ela, que se assusta ao lembrar da situação.

Quando Sirlei passou pelo próximo procedimento cirúrgico, que na época já eram três ao todo, foi descoberto um pedaço de linha esquecido pelo primeiro cirurgião dentro do braço fraturado na queda de 2006.

“A infecção estava a milímetros do osso. Ela [a médica] teve que fazer uma raspagem e eu fiquei com uma cicatriz no braço, ficou fundo, mas conseguiu evitar a amputação”, relembra a paciente, que guarda o pedaço de ‘barbante’, de pouco mais de quatro centímetros, em casa até hoje.

Sirlei afirma ter sofrido muito com o erro do primeiro médico e diz que sua vida, naqueles três anos em que passou pelas cirurgias, deixou sua vida bem difícil. “Na época eu fui me informar para processar o médico. Ele tinha, na época, isso há 13 anos, 160 processos já por erro médico. Eram processos sem fim, eu não ia conseguir sair disso, e por isso desisti”, relata a paciente.

Fonte: OESTE MAIS