Joinville | 23.08.2019 | 13h21 Geral

Paciente do DF recebe transplante de coração vindo de Santa Catarina

Uma mulher de 44 anos, internada no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), recebeu na manhã desta quinta-feira (22), um novo coração. O órgão veio de um doador de 24 anos, de Joinville.

O trajeto, de mais 1,1 mil quilômetros, foi feito em 1h45. O tempo máximo que um coração pode ficar fora do peito, até ser transplantado, é de quatro horas.

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e um helicóptero do Corpo de Bombeiros do DF ajudaram no transporte.

A cirurgia durou cerca de três horas. De acordo com o hospital, a paciente passa bem.

Referência em transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é referência em alta complexidade cardiovascular e transplantes na região Centro-Oeste. O hospital é o único que realiza transplante cardíaco no Distrito Federal.

Segundo a assessoria de imprensa do ICDF, em 10 anos de existência, o instituto realizou 258 transplantes cardíacos.

Transplante de coração

O transplante de coração é indicado quando as medidas clínicas e cirúrgicas para o tratamento de insuficiência cardíaca foram esgotadas e a expectativa de vida do paciente não ultrapassa dois anos. Para receber o órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera.

A ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso são levadas em consideração na hora de eleger quem vai receber o órgão. A lista é única, organizada por estado ou região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes e por órgãos de controle federais.

Se existe um doador elegível (com morte encefálica confirmada), após a autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes emite a lista dos potenciais receptores e informa às equipes de transplante que os atende.

No DF, são realizados transplantes de coração, fígado, rins e córneas de doadores falecidos. Também são feitos transplantes de medula óssea, que seguem outro protocolo para a doação: pode ser realizado com células do próprio paciente, de doador aparentado ou de doador anônimo, cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Fonte: G1 Santa Catarina