Chapecó | 16.04.2019 | 19h21 Patrocinado

Novidades no acidente de avião da Etiópia: CEO da Boeing assume responsabilidade

A queda do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines no dia 10 de março deste ano resultou na morte de 157 pessoas. O avião caiu 6 minutos depois de sua decolagem do aeroporto de Adis Abeba, na Etiópia. O CEO da Boeing, Dennis Muilenburg assumiu a responsabilidade de possíveis problemas no sistema de controle da aeronave. Neste artigo será possível encontrar mais detalhes sobre o ocorrido.

Viajar de avião é algo que aterroriza muita gente. Ainda que mais da metade dos passageiros tenha medo deste tipo de transporte, algumas pesquisas apontam que é mais fácil morrer envenenado do que em um acidente aéreo. Realmente as chances de sobreviver a um acidente de avião são bem elevadas, principalmente se comparadas a tantas outras ameaças encontradas no cotidiano das pessoas.

No caso do acidente ocorrido na Etiópia, segundo o Wall Street Journal, acredita-se que houve um problema no sistema de controle, mais conhecido como Sistema de Aumento de Características de Manobras (MCAS). Alguns especialistas apontam que o modelo 737 MAX foi desenvolvido para desarmar e baixar a parte frontal ao identificar redução de velocidade aerodinâmica ou obstáculo externo. Ainda segundo o jornal, os pilotos parecem ter seguido as recomendações do fabricante da aeronave.

O avião que caiu em Adis Abeba, capital da Etiópia é do mesmo modelo da aeronave que se envolveu em acidente no final de 2018, na Indonésia e que deixou 189 mortos. Alguns indícios apontam que os problemas apresentados nas duas aeronaves são semelhantes, ou seja, questões ligadas ao sistema da Boeing.

Em depoimento realizado através da área de imprensa do site da Boeing o CEO da empresa, Dennis Muilenburg informou que falhas no sistema do Boeing 737 MAX 8 podem ter interferido no funcionamento da aeronave da Ethiopian Airlines. Em sua declaração, Dennis reforça que geralmente acidentes deste tipo ocorrem depois de uma sucessão de questões. De qualquer forma o CEO acaba assumindo que o Sistema MCAS pode ter contribuído de certa forma como uma das questões que afetaram as quedas das aeronaves. Ele ainda completa dizendo que a Boeing está trabalhando para consertar este tipo de erro.

Instantes depois de decolar, o piloto do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, Yared Getachew chegou a entrar em contato com a torre de comando do aeroporto internacional de Adis Abeba. Segundo o piloto, a aeronave estava apresentando problemas técnicos e por isso, o mesmo havia pedido autorização para retornar. Minutos depois o avião caiu. Yared Getachew era o mais novo capitão da Ethiopian Airlines, e segundo seu pai, a morte dele representou uma perda irreparável para a família.

A queda do avião 737 MAX 8 acabou colocando a empresa fabricante do Boeing em uma situação bastante delicada. Embora o CEO da empresa tenha procurado se declarar para explicar a influência de erros do sistema da aeronave, não há como deixar de lado o impacto para a marca. Afinal, somando os acidentes da Indonésia e da Etiópia foram 346 mortes. Espera-se que situações como esta não ocorram novamente.

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO