Chapecó | 04.01.2019 | 10h53 Polícia

Médico é indiciado por morte de criança de 5 meses em Chapecó

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) Chapecó, informou nesta sexta-feira (4) que concluiu, no dia 03/01, a investigação que apurava a morte de um bebê de 5 meses ocorrido na cidade. De acordo com as informações divulgadas, após desconfiar de que o filho poderia ter sido levado à óbito em razão de um erro médico, os pais da criança procuraram a Polícia Civil para relatar o caso.

Os primeiros passos da investigação foram realizados pela Central de Plantão Policial, que depois enviou os documentos para a DPCAMI. Foi instaurado inquérito policial e adotados os procedimentos investigatórios para esclarecer o caso.

Foram ouvidas diversas pessoas, entre profissionais da saúde que atenderam a vítima, pacientes, pesquisas de medicamentos e perícias. Após formalizadas as diligências, chegou-se a conclusão de que não se tratava exatamente de um erro médico, mas sim de um descaso reiterado do médico que atendeu o bebê, Dr. L.R.V.M, de 56 anos.

Os trabalhos de investigação demonstraram que L.R.V.M receitou medicamento sem atentar para o histórico de intervenções feitas pela mãe e comunicadas pela equipe de enfermagem no prontuário da vítima. Tal fato acabou resultando na morte do bebê, de 5 meses, em virtude de superdosagem de um antitérmico.

Ao analisar a conduta do médico, a Autoridade Policial entendeu que não se tratava de uma negligência pontual, mas sim que L.R.V.M acabou, com seus atos, assumindo o risco de causar o resultado morte, sendo indiciado por homicídio doloso.

O caso foi enviado ao fórum e será analisado pelo Poder Judiciário e Ministério Público, no qual, após iniciado o processo, L.R.V.M, terá oportunidade oferecer seu contraditório.

A Polícia Civil informou apenas as iniciais do médico e não citou em que hospital ocorreu o fato. Nossa reportagem tentou contato com o delegado responsável pela investigação, mas até o momento isso ainda não foi possível.

Foto: Polícia Civil

Fonte: RÁDIO CHAPECÓ