Chapecó | 30.07.2020 | 17h58 Saúde

Homens e idosos são os que mais morrem por coronavírus em SC

Santa Catarina passou de mil mortes por Covid-19 na quarta-feira (29), pouco mais de quatro meses após o primeiro óbito pela doença. Os idosos são 75% dos que mais morrem, mas a coronavírus já matou catarinenses de todas as idades, principalmente homens, que representam 60% das 1.002 vítimas.

Foram mais de 600 mortes em menos um mês. Em 30 de junho eram 341 óbitos. O número atual de diagnosticados é de 77 mil e 238 municípios estão em situação gravíssima por causa do coronavírus. Segundo o médico infectologista Luiz Henrique Melo, é necessário que as pessoas fiquem em casa e cumprem as medidas sanitárias estabelecidas para que a situação não piore.

"Os números refletem que está acelerando, que a mortalidade duplicou aí num período de duas semanas. Estamos tomando novas medidas que visam diminuir o número de infectados. Se elas forem efetivas, vamos continuar com esse padrão. Agora, se elas não forem efetivas, a tendência é dobrarmos o número de casos num período cada vez mais curto de tempo", afirma.

Segundo os dados do governo estadual, 18% das pessoas que morreram não apresentavam nenhuma doença associada. As outras 82% das pessoas tinham alguma comorbidade e tiveram agravamento por causa da Covid-19: 43% sofriam de doenças vasculares, 36% diabetes e 31% hipertensão. A maior parte idosos entre 60 e 79 anos.

O morador de Joinville Jalbas de Souza, de 69 anos, foi umas das vítimas. Ele morreu logo após fazer transplante de rim. Segundo o filho, Vitor de Souza, o pai foi ao hospital fazer um procedimento de rotina, foi diagnosticado com coronavírus e não voltou para casa. O velório foi muito rápido e a família não conseguiu se despedir.

“Tem que ser tudo muito rápido não tem o velório. O período de homenagem no funeral é algo muito rápido. A gente não tem esse direito, a gente perde esse direito de homenagear a pessoa. É uma situação bem complicado e bem triste”, diz o filho.

As primeiras mortes em Santa Catarina ocorreram no fim de março. Harry Klueger morreu em 25 de março e foi enterrado antes do exame confirmar o diagnóstico. A segunda vítima foi empresário joinvilense Mario Borba, de 68 anos.

No fim de maio, Santa Catarina chegou a 100 óbitos. Depois, o número disparou. Em 13 de julho eram mais de 500 mortes e passou de mil mortes pouco mais de duas semanas depois.

Julho foi ruim para o estado, mas agosto pode ser pior. O modelo epidemiológico, que traz as projeções do avanço da doença, aponta que se a taxa de transmissão do vírus não baixar, o número de mortes pode triplicar em Santa Catarina em quatro semanas

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Fonte: G1 Santa Catarina