Dionísio Cerqueira | 30.10.2019 | 11h50 Justiça

Homem que agrediu mulher com martelo depois de ouvir “não” seguirá preso até júri popular em Dionísio Cerqueira

Um homem acusado de martelar a cabeça de uma mulher depois de ter pedido de sexo negado continuará preso até o julgamento por júri popular. O pedido de liberdade provisório da defesa foi negado pelo desembargador Antônio Zoldan da Veiga, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.

O crime aconteceu no dia 15 de dezembro de 2016, na zona rural do município de Dionísio Cerqueira, extremo Oeste de Santa Catarina. Naquela noite, no interior da residência do casal, o homem atacou a mulher pelas costas quando ela estava na cozinha. O acusado desferiu golpes de martelo na cabeça, no rosto, nas costas, nos braços e nas mãos da vítima, até ela desmaiar.

Conforme a denúncia do MP (Ministério Público), o acusado pensou que a mulher estava morta e fugiu do local. Posteriormente foi capturado pelos policiais e desde então está preso preventivamente.

A defesa do acusado alegou falta de provas suficientes para a admissão da acusação, por isso, pediu que o réu pudesse recorrer da acusação em liberdade. O desembargador, contudo, não viu motivos para alterar a decisão original.

O acusado, de origem argentina, foi enquadrado em homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e em razão de ter sido praticado contra a mulher, em contexto de violência doméstica.

O desembargador também rechaçou prontamente o pleito de absolvição sumária do acusado em razão de legítima defesa e de inexigibilidade de conduta diversa, argumentos apresentados pela defesa do réu.

Zoldan da Veiga também entendeu melhor manter o réu segregado, no aguardo do julgamento. Lembrou que sua prisão tem por objetivo evitar o risco de fuga, já registrada em ocasião anterior, reforçada ainda por sua cidadania argentina e a proximidade da região de fronteira.

O processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: ND +