Chapecó | 23.06.2020 | 11h20 Gastronomia

Feira com carne de cães abre na China, e ativistas pedem que seja a última

O notório festival chinês de carne de cachorro foi aberto nesta segunda-feira (22), em desafio a uma campanha do governo para ampliar o bem-estar animal e reduzir os riscos à saúde destacados pelo surto do novo coronavírus.

A feira anual de dez dias na cidade de Yulin, no sudoeste do país, costuma atrair milhares de visitantes, muitos dos quais compram cães exibidos em gaiolas apertadas.

O governo está elaborando novas leis para proibir o comércio de animais selvagens e proteger animais de estimação, e os ativistas esperam que este ano seja a última vez que o festival será realizado.

“Espero que Yulin mude não apenas pelo bem dos animais mas também pela saúde e segurança de seu povo”, disse Peter Li, especialista em políticas da China na Humane Society International, um grupo de direitos dos animais.

“Permitir que grandes grupos comercializem e consumam carne de cachorro em mercados e restaurantes lotados em nome de um festival representa um risco significativo à saúde pública”, declarou ele.

O coronavírus, que se acredita ter se originado em morcegos-ferradura antes de chegar a humanos em um mercado na cidade de Wuhan, forçou a China a reavaliar sua relação com os animais, e o país prometeu proibir o comércio de animais selvagens.

Em abril, Shenzhen se tornou a primeira cidade da China a proibir o consumo de cães, e outras cidades devem seguir a medida.


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Fonte: EXAME