Guarapari | 23.10.2019 | 08h45 Polícia

Família é presa suspeita de vender linguiça de cachorro no ES

Policiais civis da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Guarapari, em ação conjunta com a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) do município, resgataram cerca de 60 animais que sofriam maus-tratos e prenderam três suspeitos, na última sexta-feira (18).

O casal A.D.S.L., de 66 anos, e M.H.P., de 62 anos, foram presos em casa, juntamente com a filha, A.C.S.H.P., de 27 anos, no bairro Balneário de Meaípe, Guarapari. De acordo com as investigações, o crime é praticado há alguns anos e envolve abate e comercialização dos bichos.

O titular da Dipo de Guarapari, delegado Marcelo Santiago, informou que as investigações iniciaram há cerca de 15 dias, após o recebimento de uma denúncia anônima.

“Durante o cumprimento das diligências, encontramos a residência dos suspeitos em estado totalmente insalubre, com fezes e urinas no chão. No total, nos deparamos com aproximadamente 60 animais, sendo um papagaio, 10 gatos e cerca de 50 cachorros, todos resgatados durante a ação”, relatou.

Linguiça de cachorro

Segundo ele, as detidas e o detido praticavam maus-tratos com os animais, abatiam-nos e comercializavam a sua carne em uma feira. Nenhum alimento ou recipiente de água para os animais foram encontrados.

“Os detidos afirmam que são animais apanhados das ruas próximas da região e que cuidavam deles. Entretanto, todos os animais estavam desnutridos e, inclusive, restos mortais de cachorros foram encontrados dentro da residência”, afirmou Santiago.

O que chama a atenção, segundo ele, é que apenas eram encontradas as ossadas dos animais, sem a carne.

Os detidos foram presos por crime de maus-tratos aos animais, por manter um animal silvestre em casa sem autorização e crime contra relação de consumo, devido à venda de mercadoria inapropriada.

As detidas A.D.S.L. e A.C.S.H.P. foram encaminhadas ao Centro de Detenção Provisória de Vila Velha (CDPVV) e o detido, M.H.P., para o CDP de Guarapari.

O delegado informou que as investigações continuam, a fim de identificarem os afetados pela venda da mercadoria inapropriada e outros possíveis envolvidos no crime.

Fonte: OCP NEWS