Chapecó | 09.03.2018 | 20h47 Geral

Dive/SC confirma primeiro caso de reação pós-vacina da febre amarela

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) informa que, na segunda-feira, 5 de março de 2018, foi confirmado o primeiro caso de reação à vacina da febre amarela.

O paciente foi vacinado em 25 de janeiro no município de Santo Amaro da Imperatriz. Os sintomas iniciaram com febre no dia 7 de fevereiro, evoluindo para vômitos em jato após 7 dias. Ele foi atendido em 16 de fevereiro na emergência do Hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, permanecendo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 2 dias. Com a melhora do quadro clínico, o paciente foi transferido para o quarto em 19 de fevereiro, onde permaneceu internado para acompanhamento. Ele recebeu alta em 21 de fevereiro e evoluiu para a cura. O caso foi classificado como Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV), conforme classificação laboratorial.

A ocorrência de eventos adversos é rara (em especial os considerados graves), necessita de atendimento médico imediato e deve ser investigada pela vigilância epidemiológica.

“Reforçamos que a vacina contra a febre amarela é considerada segura, sendo a medida mais eficaz para a proteção contra a doença. Ela é feita a partir do vírus vivo atenuado, que estimula a produção de anticorpos contra a doença”, afirma a gerente de imunização da Dive/SC, Vanessa Vieira da Silva.


Situação Epidemiológica

No período de 1º janeiro a 5 de março de 2018, foram notificados 33 casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina. Desses, 1 caso foi confirmado por critério laboratorial, 24 foram descartados (8 pelo critério laboratorial e 16 pelo critério clínico epidemiológico) e 8 permanecem em investigação.

Epizootias

Os dados das epizootias serão divulgados conforme a sazonalidade da doença e a padronização da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, para melhor comparabilidade dos dados com os demais estados da federação. Dessa maneira, será considerado o período de julho de 2017 a junho de 2018. Nesse período, foram notificadas 95 mortes e 4 adoecimentos de PNH em 32 municípios de Santa Catarina.

Fonte: SC.GOV.