Pinhalzinho | 11.07.2019 | 14h34 Polícia

Despachante de Chapecó é indiciado por fraude para recebimento do DPVAT em Nova Erechim

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Nova Erechim, concluiu inquérito que apurou fraude para recebimento do seguro DPVAT, no município.

Entenda o caso.
Em dezembro de 2017 um rapaz de Pinhalzinho, de apenas 19 anos, se acidentou em Nova Erechim ao participar de um evento de motocross, sofrendo lesões e sendo em razão disso encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.
Ele sabia que não poderia receber o valor do seguro DPVAT por estar conduzindo sua motocicleta em uma via particular e com a moto não regularizada.

Contudo, ao sair do hospital foi abordado por um funcionário de um despachante de Chapecó, que lhe auxiliou a cometer a fraude. Eles conseguiram um terceiro, amigo do condutor acidentado, também de Pinhalzinho, que possuía uma Honda/Biz, com a documentação em dia. Esse amigo então, com o auxílio do despachante e do condutor, fez uma declaração falsa. Declarou que seu amigo estava conduzindo sua motocicleta no dia em que se acidentou.

De posse dessa declaração, o rapaz que se acidentou registrou boletim de ocorrência em Pinhalzinho, um mês e meio após o acidente, alegando que estaria conduzindo a Biz no dia, e fez o encaminhamento do seguro DPVAT.

Tão logo recebeu o valor de quase R$ 5 mil e repassou cerca de R$ 1.500 para o despachante de Chapecó. Ficou evidenciado que o funcionário auxiliou desde o início da fraude até o recebimento do seu pagamento e que o proprietário do despachante sabia desde o início da fraude e também ajudou, dando “dicas” de como fazer a fraude para receber o seguro e fazendo o encaminhamento do processo.

Diante dos fatos foi descoberta a fraude durante o inquérito que tramitou em Nova Erechim. O rapaz que se acidentou, o funcionário e o proprietário do despachante foram indiciados por falsidade ideológica e estelionato. O amigo que fez a declaração também foi indiciado por falsidade ideológica, cuja pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos.

O Inquérito foi encaminhado nesta data ao Poder Judiciário.

Fonte: POLÍCIA CIVIL