Tijucas | 08.01.2019 | 13h15 Geral

Delegado solta traficante preso em flagrante pela PM

Policiais Militares do Vale do Rio Tijucas foram surpreendidos com a decisão de um Delegado da Polícia Civil de Santa Catarina. Um jovem em posse de 50g de cocaína recebeu voz de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e resistência em Tijucas, sendo conduzido à Central de Flagrantes, em Itapema. No local o delegado plantonista não concordou com a prisão e converteu o flagrante de tráfico para posse de drogas, de menor potencial ofensivo e que não caracteriza prisão, apenas a assinatura de um termo circunstanciado (TC).

O caso aconteceu neste sábado (05), na Rodovia SC-410, quando policiais deram sinal de parada com giroflex e sirene para um masculino que realizava manobras perigosas com uma motocicleta naquela rodovia. O suspeito não acatou e tentou fugir, perdendo o controle da moto e caindo. Ele ainda correu em direção a um matagal, mas foi detido pelos policiais, que precisaram utilizar força física para lhe conter.

Dentro do bolso de I. de A. estava uma sacola plástica branca com 50g de cocaína. Ele recebeu voz de prisão e teve sua motocicleta Honda/CG Titan KS encaminhada ao pátio por infração de trânsito. Aos policiais militares ele teria confessado que a droga seria vendida, por uma quantia estimada em mais de R$ 1 mil. Todavia, o Delegado responsável, que está na região auxiliando os trabalhos da operação veraneio, decidiu por converter a prisão por tráfico em termo circunstanciado por posse de drogas.

"No entendimento da PMSC ficou caracterizado o tráfico de drogas e não a posse de drogas, e em razão disso a Polícia Militar de Tijucas lavrou um boletim de ocorrência na modalidade prisão, que é quando há flagrante por um crime de maior potencial ofensivo. O Delegado, no entendimento dele, não concordou com o crime de tráfico de drogas, descaracterizando o flagrante e enquadrando ele em um crime de menor potencial ofensivo, de posse de drogas, que não há sequer prisão. Dessa forma, o autor do crime foi liberado da Delegacia antes mesmo que os policiais militares", explicou um advogado criminalista consultado pelo Jornal Razão.

Fonte: Jornal Razão