Chapecó | 13.04.2018 | 09h50 Geral

Conheça 13 superstições para a sexta-feira 13

Sextou, mas é bom todo mundo se cuidar: hoje é o dia em que as bruxas estão à solta, o azar está no ar e o macabro dá as caras.

A primeira sexta-feira 13 do ano faz lembrar de uma série de crendices e superstições que nos ajudariam a atravessá-la sem maiores percalços. Mas por que essa data assusta? Existe alguma explicação para a associação com a má sorte e o terror?

Conforme pesquisadores bíblicos, a sexta-feira sempre foi um dia de penitência e abstinência por se tratar do momento em que Jesus Cristo foi pregado na cruz – daí que passou a ser considerado um “dia ruim”. Os maus presságios ligados ao número 13 também remetem a Jesus – eram 13 pessoas na Última Ceia. Além disso, o 13 vem para quebrar a plenitude de seu antecessor, o 12 – o número de apóstolos, de tribos de Israel, de signos do zodíaco...

A aura negativa começou a ser popularizada em 1907, com o lançamento do livro Sexta-feira 13, uma história de vingança escrita pelo corretor de ações Thomas Lawson.

Luciano Rassier Isolan, diretor científico da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), afirma que “as superstições só sobrevivem em razão da eterna busca do ser humano por segurança”.

— Do ponto de vista psicológico, elas (superstições) têm a função de anular um perigo imaginário. É uma tentativa do indivíduo de evitar algo ruim e trazer boa sorte — comenta Isolan.

Pelo sim, pelo não, que tal conferir 13 superstições neste dia tão sinistro?

1) Cuidado com o gato preto
Desde a Idade Média, os pequenos felinos são associados ao azar pela sua pelagem escura. O preto sempre esteve ligado às trevas. As pessoas acreditavam que eles seriam bruxas disfarçadas.

2) Derrubar sal é sinônimo de azar
Durante o Império Romano, o sal era uma mercadoria muito valiosa por preservar os alimentos; porém, consegui-lo era muito difícil. Por isso, os comerciantes inventaram essa superstição – para evitarem prejuízos e desleixo com o produto.

3) Espelho quebrado: sete anos de azar
Essa crença é herança dos romanos. Na Antiguidade, “adivinhos” enchiam um recipiente com água para prever o futuro das pessoas. O indivíduo olhava para o seu reflexo: se o copo quebrasse, era um péssimo presságio. Os setes anos foram um bônus dos romanos, que acreditavam que a renovação da vida do ser humano acontecia durante esse período. Passado o tempo, a pessoa estava livre da “maldição”.

4) Não abra o guarda-chuva dentro de casa
O uso de guarda-chuva ficou popular durante a Era Vitoriana, século 19. Os primeiros tinham mecanismos pontiagudos que poderiam causar sérios ferimentos a alguém. Para evitar quaisquer problemas, as pessoas começaram a espalhar que abri-los dentro de casa era sinônimo de azar. Parece que a moda pegou.

5) É melhor entrar com o pé direito
Mais uma herança romana. O anfitrião da casa pedia aos convidados para cumprirem uma regra: entrarem no cômodo com o pé direito. Segundo o costume, isso evitaria que algo de ruim acontecesse na casa ou em algum evento que estivesse sendo realizado. O hábito seria motivado pelo fato de que, no latim, a palavra usada para designar “esquerda” era “sinistra”.

6) Nunca diga “tchau” em cima de uma ponte
Segundo o dicionário, uma ponte é qualquer estrutura que liga duas partes idênticas. O fato de se despedir sobre ela estaria ligado ao mesmo sentido de quebrá-la, ou seja, a ligação acabou e você nunca mais verá aquela pessoa.

7) Viu uma escada? Não passe por baixo
Vale para qualquer uma que estiver apoiada ou aberta, formando um triângulo. Para a Igreja Católica, a forma geométrica representa a Santíssima Trindade: passar no meio dela quebraria o equilíbrio entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os egípcios também acreditavam na relação entre o triângulo e seus deuses.

8) Deixar o chinelo com a sola para cima pode matar a mãe da casa
Possivelmente criada nos anos 1960, quando muitas ruas ainda eram feitas de barro, essa superstição foi uma “ajudinha” para as donas de casa que sempre pediam para as crianças tirarem os sapatos antes de entrar. Como elas nunca obedeciam, as mães tomaram medidas radicais.

9) Pôr a mala no chão faz com que o dinheiro acabe
Se você acredita que o inferno é logo abaixo de nós, talvez essa superstição faça mais sentido. Ela está ligada ao fato de que os demônios habitam em nosso chão e, por isso, “passariam a mão” na sua fortuna.

10) Nunca sirva refeições para 13 pessoas
Antigamente, as pessoas acreditavam que, se alguma refeição fosse servida para 13 pessoas, a primeira a se levantar da mesa morreria. O número também ficou marcado como um sinal de mau presságio por ser a quantidade de pessoas que estavam sentadas na mesa da última ceia de Jesus Cristo.

11) Para afastar maus espíritos, bata três vezes na madeira
Acredita-se que essa superstição seja uma herança dos índios norte-americanos. As tribos tinham o costume de bater três vezes nas árvores para pedir proteção aos deuses quando sentiam um perigo próximo. Eles acreditavam que suas entidades divinas estavam presentes nos troncos ou na natureza.

12) Nunca deixe facas cruzadas sobre a mesa
Não se sabe ao certo a origem dessas superstição. Acredita-se que tenha começado com os judeus e muçulmanos que migraram para Portugal, fugindo da Inquisição Espanhola. Ao chegarem em solo português, foram obrigados a se converter ao cristianismo e, assim, foram denominados “cristãos-novos”. Católicos por fora, mas judeus ou muçulmanos por dentro, eles mantiveram os seus costumes em segredo, acreditando que as facas cruzadas remetiam a uma cruz e, por isso, seriam um sinal de azar.

13) Por via das dúvidas, apele para amuletos para sorte
Ferradura – Reza a lenda que um ferreiro inglês, a pedido do cliente, colocou ferraduras nos pés do seu freguês. Ao perceber que o indivíduo era o diabo, ele fez com que o serviço fosse o mais doloroso possível até a entidade pedir clemência. Desde então, quem coloca uma ferradura na porta de casa está protegido contra os maus espíritos.

Pé de coelho – Não se sabe ao certo quando isso começou. Pode ter vindo do Hoodoo, uma forma tradicional de magia popular afro-americana, praticada nas Américas, que relacionavam o animal com bons presságios.

Trevo de quatro folhas – Acredita-se que seus “poderes” estejam relacionados à sua raridade na natureza. Muitas culturas também associavam sorte ao número 4, que também representa os pontos cardeais, as estações do ano e os elementos terra, ar, fogo e água.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE