Chapecó | 04.05.2020 | 10h47 Mundo

Confinados, suíços pedem ajuda de detetives para investigar vizinhos

Em confinamento obrigatório, as pessoas acabam ficando mais curiosas e mais irritadas com o comportamento dos vizinhos, com quem antes não tinham um contato tão direto.

Ligações e conferências tarde da noite, crianças e pais brincando por horas e horas durante o dia, os diversos casos de um ex-marido podem trazer riscos para a saúde do filho asmático do casal… Tudo isso acaba se tornando uma questão e os únicos que podem ajudar são os detetives particulares.

Na Suíça, o número de chamadas e solicitações de serviço cresceram desde que a quarentena começou no país. Christian Sideris, fundador da agência Seeclop, que conta com 6 detetives, contou que os casos acima foram alguns dos pedidos que ele recebeu no último mês.

“Nós temos vários desses casos porque as pessoas estão confinadas e de olho umas nas outras o dia todo”, disse. Para ele, algumas das solicitações são “desesperadas”.

Em uma época normal, o detetive recebe entre dois a quatro casos desses por ano. Desde o começo da quarentena, os pedidos para investigar vizinhos passaram a chegar dois por semana.

As amantes que significam perigo
Ele aceitou o caso do ex-marido que mantinha diversos relacionamentos paralelos, e, uma semana depois do começo das investigações, ele viu que o homem recebia várias namoradas e visitantes mesmo com o isolamento para se proteger do coronavírus.

Sideris disse que o caso era importante para a batalha de custódia travada pelo ex-casal, cujo filho pequeno tem asma e está no grupo de risco da doença.

Segundo as recomendações de saúde, é necessário manter distância de pessoas que não vivem na mesma casa que você para impedir a transmissão do vírus e seguir as regras de proteção e higiene básicas, como lavar as mãos e usar álcool em gel, caso precise ter contato com alguém de fora.

“Em tempos normais, você nunca veria um juíz perguntando sobre as diferentes amantes do homem ou se ele mantém a distância necessária na fila do mercado, mas esses não são tempos normais”, disse.

CLIQUE AQUI E PARTICIPE DO GRUPO DE NOTÍCIAS NO WHATSAPP

Fonte: R7.COM