Chapecó | 26.10.2017 | 20h13 Economia

Confiança da construção avança e chega a maior nível desde 2015

O aumento da confiança dos empresários do segmento reflete uma conjuntura mais favorável dada pela queda da inflação e da taxa de juros, que tem se traduzido no aumento dos lançamentos e das vendas nos últimos meses, segundo a FGV.

O Índice de Confiança da Construção medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou 0,5 ponto em outubro, considerando-se dados ajustados sazonalmente. Ao atingir 78,0 pontos, o índice chegou ao maior nível desde fevereiro de 2015 (80,8 pontos).

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, a quinta alta consecutiva fortalece a percepção de retomada dos investimentos em construção.

"No entanto, ainda são as expectativas que impulsionam o aumento da confiança, já que a situação presente manteve-se estável no mês. Da mesma forma, os indicadores de atividade da construção refletem um avanço muito tímido, como, por exemplo, a alta do emprego captada pelo Caged nos três últimos meses. Como o ciclo produtivo do setor é bastante longo, isto implica também um movimento mais demorado de recuperação”, disse.

A alta é resultado da melhora das expectativas quanto ao futuro próximo. O Índice de Expectativas (IE-CST) variou 1,0 ponto, a quinta alta consecutiva, alcançando 90,2 pontos – o maior nível desde agosto de 2014 (90,4 pontos). Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST) ficou estável, em 66,2 pontos.

Após três meses consecutivos de crescimento, o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor recuou 0,2 ponto percentual, alcançando 65,4%.

O avanço de 2,3 pontos no segmento de Edificações foi o que mais contribuiu para a o aumento do índice de confiança no mês de outubro. Com esse resultado, o indicador atingiu 75,4 pontos, maior nível desde junho de 2015 (75,6 pontos).

“O aumento da confiança dos empresários do segmento reflete uma conjuntura mais favorável dada pela queda da inflação e da taxa de juros, que tem se traduzido no aumento dos lançamentos e das vendas nos últimos meses. A pesquisa de mercado das grandes incorporadoras do país (Abrainc ) revela que essa dinâmica vem sendo comandada pelo segmento de habitação social, alavancado pelo Programa Minha Casa Minha Vida ”, disse Ana Castelo.

Fonte: G1