Chapecó | 26.07.2019 | 13h21 Esportes

Chapecoense tem média de três técnicos por ano desde acidente

A demissão de Ney Franco, na quarta-feira, expôs um dado relevante no comando da Chapecoense. Desde o acidente aéreo na Colômbia, em novembro de 2016, seis treinadores estiveram à frente do time. Média de um a cada 4,6 meses, ou seja, três técnicos por temporada.

O mais trabalho mais duradouro neste período foi o de Gilson Kleina, que ficou no cargo por 10 meses. Guto Ferreira e Vinicius Eutrópio permaneceram apenas por dois meses ao longo desse tempo no comando do Verdão. Vagner Mancini, Claudinei Oliveira e o próprio Ney Franco completam a lista desde a morte de Caio Júnior, na Colômbia.

Kleina e Ney Franco ainda tiveram praticamente um mês cada sem jogos por conta das pausas para a Copa do Mundo e Copa América, em 2018 e 2019, respectivamente. Em algumas trocas de treinadores, o auxiliar do clube, Emerson Cris, assumiu o comando interino. Ele está novamente à frente do time provisoriamente, inclusive com o apoio da diretoria.

Em 2019, com ou sem Emerson Cris efetivado, a Chape chegará ao terceiro técnico. O escolhido pela diretoria terá que evitar queda à Série B, situação alcançada com Kleina, em 2018, e Claudinei Oliveira, no ano passado. Desta vez, porém, o treinador lidará com o pior início do Verdão desde a primeira vez do clube na elite, em 2014.

No atual momento, a Chape ocupa a 18ª colocação, com oito pontos em 11 partidas. O Verdão ainda vem de goleada por 4 a 0, sofrida para o São Paulo, o que aumenta a pressão para a recuperação imediata. No domingo, às 11h, o adversário será o Bahia, na Arena Condá.

Fonte: GLOBO ESPORTE