Chapecó | 16.03.2017 | 17h58 Geral

CHAPECÓ - Hospital Regional do Oeste enfrenta superlotação

Direção reforça que o Pronto Socorro atende apenas casos de urgência e emergência


A Assessoria de Imprensa do Hospital Regional do Oeste anunciou nesta quinta­f eira (16) que o Pronto Socorro da unidade enfrenta problemas de superlotação nos últimos dois meses. O principal motivo seriam os pacientes de outros municípios que procuram o HRO para casos que não configuram urgência ou emergência.

De acordo com a coordenação de enfermagem, como o PS é referência para casos de alta complexidade, como
vítimas de acidentes de trânsito e outras demandas graves, pacientes que não apresentam grau de risco elevado devem que aguardar mais tempo para procedimentos. “Adotamos o Sistema Manchester de classificação de risco, o que vem cada vez mais apontando que inúmeros casos que chegam até nós poderiam ser atendidos nas unidades básicas de saúde de seu município de origem”, aponta o coordenador diurno de enfermagem do PS, enfermeiro André Quinto.

Dados registrados pelo HRO mostram que municípios vizinhos a Chapecó também tem enviado pacientes para atendimento eletivo, o que agrava a superlotação.

COMO FUNCIONA
O Sistema Manchester, utilizado no HRO, é utilizado internacionalmente para triagem em pronto socorros ou pronto atendimentos. Cada paciente passa por avaliação e é classificado e identificado de acordo com seu quadro clínico apresentado. Após avaliação, a identificação ocorre por cores: vermelha (emergência), atendimento imediato; laranja (muito urgente), atendimento em até 10 minutos; amarela (urgente), atendimento em até 60 minutos; verde (pouco urgente), atendimento em até 120 minutos e azul (não urgente), atendimento em até 240 minutos.

A Direção Técnica do HRO, representada pelo médico Sérgio Luiz Moura Casagrande, alerta a comunidade para que busque atendimento médico­ hospitalar na unidade somente em casos de urgência ou emergência.

Mesmo para casos que forem atendidos no Pronto Socorro e que necessitarem de internamento, há
possibilidade de transferência para outros hospitais.

Caso seja necessário, o paciente pode acionar a Central de Regulação de Internação Hospitalar da
Macrorregião do Grande Oeste, que funciona desde julho de 2016 na 4ª Gerência Regional de Saúde (Gersa)
de Chapecó. Este órgão regula as internações hospitalares em 34 hospitais com total de 1.386 leitos do SUS e pode apontar para onde serão feitas as transferências.

Na Unidade de Tratamento Intensivo, quase todos os 16 leitos estão ocupados, com média de seis pacientes recebendo atendimento em enfermarias adaptadas para cuidado intensivo. No entanto, esse é o limite máximo de gerenciamento de casos críticos do HRO, o que torna o chamado “leito zero” de emergência inviável no momento.

“Temos a precaução de estar atentos não só ao dia a dia do HRO, mas também a visão extra­hospitalar, como por exemplo grandes eventos que ocorrem, e que precisamos estar preparados para eventualidades adversas que possam necessitar de nossos serviços. Com o quadro atual de lotação máxima no HRO, essa é uma condição inexistente”, enfatiza o diretor técnico Casagrande.

RISCO DE COLAPSO DO SISTEMA
O diretor clínico do HRO, o médico João Batista Baroncello, pede compreensão da comunidade quanto à
situação e reforça que somente em casos de extrema necessidade os pacientes procurem por atendimento no
Pronto Socorro. “Temos 250 médicos atuantes no HRO, todos estão comprometidos em prestar a melhor
assistência à população. Neste momento estamos concentrados em casos emergenciais”, diz.

Na matéria enviada à imprensa, a Assessoria do HRO fala na possibilidade de “colapso no sistema hospitalar” devido a “super demanda” para atendimentos e procedimentos na unidade.

Fonte: ROBERTO LORENZON