Chapecó | 09.07.2017 | 09h09 Esportes

Chape e Atlético-PR se encaram para pôr fim a período conturbado

Mudanças, pressão, resultados ruins. Abra qualquer reportagem de Atlético Paranaense e Chapecoense nos últimos dias e você encontrará alguma dessas palavras. Neste domingo, 11h da manhã em Chapecó, os dois times levarão a campo uma gama de coincidências e a necessidade de vencer; curiosamente é o empate o resultado mais comum entre os clubes na história. Só no ano passado foram três de um total de seis, com três triunfos atleticanos e dois da Chape.

A sombra de Mancini
Vagner Mancini deixou a Chapecoense sem que muita gente entendesse os porquês. Fontes ligadas a direção contextualizaram sua saída após a perda de foco nos objetivos e à blindagem excessiva do grupo de jogadores. O técnico afastou o departamento de futebol do vestiário o que desagradou boa parte da diretoria verde branca. Quatro anos atrás, no Atlético, também foi relacionamento que o afastou de um clube pelo qual foi bem-sucedido.
Vice-campeão da Copa do Brasil e terceiro no Brasileirão 2013, Mancini discutiu com Mario Celso Petraglia nos vestiários do Maracanã, após a derrota para o Flamengo na final da Copa. Não aceitou as duras cobranças do dirigente pela perda do título nacional, endereçadas principalmente aos jogadores. Quis blindar o grupo, que ainda tinha jogos pelo Brasileirão a fazer e uma remota possibilidade de título, mas uma grande chance de vaga na Libertadores. Foi preciso que intervissem para que Mancini e Petraglia não encerrassem ainda no Maraca essa relação. O técnico guiou o Furacão em mais dois jogos e garantiu a classificação internacional. Então, pegou o boné. Somente com a chegada de Paulo Autuori, em 2016, é que o Atlético voltou a ter bons resultados.

Escola de técnicos
O novo técnico da Chape, Vinícius Eutrópio, começou a carreira na base do Atlético. Foram seis anos como coordenador técnico da base do Furacão, até assumir o time principal como interino em 2006. Viinicius ajudou a montar a equipe da Chapecoense no inicio de 2015, em sua primeira passagem pela equipe catarinense o treinador comandou muitos jogadores estiveram no acidente aéreo em Medellín em novembro do ano passado passado, no total 20 jogadores foram contratados pelo treinador na ocasião. O técnico ainda passou por Ponte Preta, Figueirense e Santa Cruz, antes de voltar para a Chapecoense.
Essa "escola de técnicos" do Atlético – que ainda tem Ricardo Drubscky e Marquinhos Santos como outros egressos – ganhou corpo com Paulo Autuori no comando. Enquanto técnico, ele carregou ao lado Bruno Pivetti, que seria o sucessor natural não fossem os resultados. Ao subir de função e após a derrota por 2 a 6 para o Bahia na estreia do Brasileirão, Autuori e a diretoria entenderam por bem trazer alguém com perfil jovem, ainda em construção de carreira, mas com mais experiência. Então chegou-se ao nome de Eduardo Baptista.

Pressionado pelos resultados, Baptista tem todo o amparo da direção, que nessa semana chegou a fazer uma reunião para aparar arestas, mas sequer cogitou troca no comando.

Frustrações diferentes
Com um calendário recheado pela frente, Chape e Atlético começaram a deixar para trás o que o ano lhes reservava. A Chape caiu na Copa do Brasil e na Libertadores. Na Copa do Brasil, a Chapecoense fez dois bons jogos contra o Cruzeiro, mas a falta de eficiência no ataque fez com que a equipe ficasse fora das quartas de final com um empate sem gols em Chapecó. Na Libertadores, dentro de campo o time foi bem, se classificou em um grupo complicado com Nacional-URU e Lanús-ARG, times tradicionais na competição, porém a inscrição de uma jogador irregular na quinta rodada da competição deixou a equipe de fora da fase quente do torneio Sul Americano.

Já o Furacão tinha pretensões maiores, mas se complicou nos jogos de ida das duas competições. Terá de buscar uma larga desvantagem diante do Grêmio (0 a 4) na copa nacional e vencer o Santos por dois gols de diferença – ou um, desde que marque ao menos 3 – para tentar seguir vivo no sonho da Libertadores. O Brasileirão pode ser um caminho de retomada, seja nesta ou na próxima temporada: "Não sei dizer se para dar uma resposta, mas para mostrar que nós somos qualificados, que temos chances de chegar em Santos e reverter o resultado", afirmou em coletiva Eduardo Baptista.

CHAPECOENSE X ATLÉTICO PARANAENSE
CHAPECOENSE
Jandrei; Apodi, Grolli, Victor Ramos (Fabrício Bruno) e Reinaldo; Girotto, Lucas Mineiro e Lucas Marques; Seijas (Lourency),Wellington Paulista e Artur.
Técnico: Vinicius Eutrópio

ATLÉTICO-PR
Weverton; Jonathan (Cascardo), Wanderson, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Matheus Rossetto e Lucho González; Nikão, Douglas Coutinho e Ederson.
Técnico: Eduardo Baptista.

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira [RN, CBF]
Auxiliares: Flávio Gomes Barroca [RN, CBF] e Vinícius Melo de Lima [RN, CBF]
Quarto árbitro: Jean Marcio dos Santos [RN, CBF]
Árbitros assistentes adicionais: Italo Medeiros de Azevedo [RN, CBF] e Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro [RN, CBF]

Fonte: UOL