São Miguel do Oeste | 11.06.2018 | 16h25 Geral

Casal se conhece no Tinder e sobe ao altar menos de um ano depois

Foi pelo Tinder, aplicativo para smartphone, que o “match” entre o casal Enio e Cirlândia levou os dois ao altar. A história começou em uma quinta-feira de março, no ano passado, quando o miguel-oestino Enio, de 48 anos, abriu o Tinder e carimbou com um “like” o perfil da futura senhora Dalbosco.

De Cascavel, no Paraná, a enfermeira Cirlândia, de 44 anos, gostou do que viu, achou o Gerente de Pós Graduação interessante, retribuiu a curtida e, não deu outra, os dois emendaram um bate-papo que invadiu a madrugada. A química foi tão visível que o bate-papo continuou firme, forte e agradável durante os próximos sete dias. Foi exatamente aí, após sete dias do “match”, que a paranaense mostrou que é uma mulher de atitude.

“Todas as noites nós conversávamos. A conversa era agradável, produtiva, sem qualquer tipo de promiscuidade ou sexo virtual. Ele todo educado, elegante, um perfeito lorde. Fomos muito objetivos, estávamos ali para ver se realmente encontraríamos nossa cara metade, e não para passar tempo. Não estávamos para brincadeira. Eu perguntei se podia vir conhecê-lo. Ele ficou um pouco assustado por eu ter tomado a atitude e ele é muito tímido. Peguei o ônibus e vim para cá”, conta.

Com frio na barriga e pernas trêmulas, o casal se encontrou pela primeira vez assim que Cirlândia deixou o ônibus no terminal rodoviário de São Miguel do Oeste. Foram pelo menos quatro dias intensos juntos, determinantes para os rumos tomados a seguir. E, desta vez, foi Enio quem mostrou iniciativa, tascou o primeiro beijo e iniciou uma conversa séria sobre o futuro do relacionamento.

“Parecíamos dois adolescentes vivendo uma aventura. O primeiro lugar que ele me levou foi para conhecer sua família, passamos a tarde juntos conversando e conhecendo a cidade. À noite e foi trabalhar e, ao se despedir com muita timidez, me roubou um beijo. Passamos mais três dias juntos e quando foi para eu retornar, ele me chamou para uma conversa séria, para firmarmos um compromisso”, recorda.

E o compromisso firmado foi sério mesmo. Dois meses após o primeiro encontro, o casal engatou um noivado e começou os preparativos para o casamento. Foram seis meses de pura correria até o dia 6 de janeiro, quando Enio e Cirlândia subiram ao altar para trocar alianças e passaram a dividir a vida e o sobrenome.

“Todas as vezes que nos encontrávamos, sabíamos que queríamos estar juntos. Numa das idas e vindas de Cascavel, num belo café da manhã que ele havia me preparado, ele me chamou e disse: ‘Vamos nos casar’. Ele queria casar com tudo que tinha direito e, no momento, não era o meu sonho. Era muito bonito de ver ele se preocupando com os detalhes do casamento, realmente a noiva era ele. Foi tudo pensado com muito amor, o qual foi amadurecendo”, lembra a esposa.

Apostando no amor, Cirlândia decidiu começar uma nova vida ao lado do marido. Por isso, deixou o Paraná e se mudou para São Miguel do Oeste. Desde a oficialização da união, há cinco meses, o pós-casamento tem sido de ajuste e adaptação do casal. E eles garantem que fariam tudo de novo.

“Hoje estamos nos ajustando, nos organizando, pois cada um sempre foi muito independente, sempre nos perguntamos se estamos felizes um com outro e se faríamos tudo novamente, se nos escolheríamos um para outro. A resposta sempre foi sim. Percebemos que nos completamos mesmos com todas as diferenças”, justifica.

O encontro de almas de Enio e Cirlândia poderia ter acontecido em um passeio, uma viagem ou qualquer outro lugar por aí. Tanto faz. No fim, ainda seriam os dois e um mesmo sentimento. “A certeza que temos é que nos amamos de verdade. Nos perguntamos se sabemos hoje viver um sem outro. Acredito ser esse nosso segredo, somos verdadeiros e não temos vergonha alguma de dizer ao mundo que nos amamos, e que nos conhecemos em um aplicativo de celular, pois desde o início tivemos muito carinho e maturidade”, diz.

A história é a prova viva de que o Tinder não é mais só um aplicativo que promove encontros sem compromisso. É também uma pequena amostra de que o amor não tem qualquer restrição pra acontecer. “O aplicativo deveria ser levado mais a sério e com mais propriedade e respeito. Para nós deu muito certo, uma vez que somos tímidos e não temos o hábito de festas para possível encontros. Por lá, fomos estreitando nossas conversas, nossas afinidades, nossos amores pela família, nossos compromissos com os nossos pais, mesmo com uma vida agitada nos sentíamos sós e vazios”, finaliza.

Fonte: WH Comunicações