Chapecó | 27.12.2019 | 19h35 Economia

Bolsonaro diz que diminuiu consumo de carne no Alvorada por causa do preço

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em live nesta quinta-feira (26/12) que diminuiu o consumo de carne no Palácio do Alvorada para uma vez na semana, mas que a primeira-dama Michelle, aumentou para duas. O comentário foi feito pelo chefe do Executivo após inúmeras reclamações sobre a alta do alimento no país.

“Ah! O presidente tem mordomia, tem carne de graça. Tenho carne de graça. Não tenho dúvida disso, sem problema nenhum. Mas determinei aqui no Alvorada, na semana passada: carne uma vez por semana. Logicamente que a minha esposa mandou passar para duas", disse ele.

Mais uma vez, o presidente ressaltou que não tabelará o preço da mercadoria, uma vez que no Brasil se pratica o livre comércio. Segundo ele, o mercado deve se autoregular. “Somos do livre mercado. Posso tabelar preço da carne? Teria que tabelar os insumos para corrigir o terreno do pasto, tabelar semente de braquiária, o pedágio quando transportar o boi… Tivemos crises no passado de outros alimentos, do tomate, do feijão. Devagar o mercado vai se acertando. O pessoal dizendo que o preço do boi subiu porque o dólar estava R$ 4,26, agora tá R$ 4. Outros países estão comprando? Estão, estão fazendo negócio. A questão do pecuarista é isso, passaram 9 anos no zero a zero, perdendo conseguiram dar uma recuperada agora", afirmou.

Bolsonaro disse ainda que tenta economizar de outras formas, frente os altos gastos das casas no Palácio do Alvorada, Palácio do Jaburu e Granja do Torto.

“Ah, você é presidente. Tem mordomia, tem cartão corporativo. Tenho. Inclusive, do meu pessoal, posso sacar R$ 24 mil e fazer o que eu quiser com ele. Posso até pegar R$ 24 mil e jogar na Mega Sena? Posso. Não tenho que dar satisfação. Sabe quanto gastei até agora, de cartão corporativo, acabando o ano? Zero”.

E emendou; “Ah!Gastou R$ 6 milhões de cartão corporativo. Sim. A energia elétrica das três casas acho que dá mais de R$ 100 mil por mês. Alimentação para mais de 100 pessoas, alimentação para animais. A compra no ano que vem será acima de R$ 200 mil. Tem ema, peixe, galinha. Querem que eu faça o quê? Tem gastos com avião, quando abastece com querosene em viagem fora do Brasil. Tem um montão de despesas. Não querem que eu vá morar no Sudoeste, num apartamento de 70m² né? Não dá para trabalhar lá, recebo gente pra caramba. A parte da despesa do vice também entra na minha conta”, enumerou.

Em comparação com o ano do governo anterior, Bolsonaro reconheceu que o gasto cresceu, mas justificou dizendo que em 2018 não havia vice-presidente.

“Fui comparar com o ano passado. Está um pouco maior. Mas ano passado não tinha vice. Agora, piscina de casa e do Torto, desliguei o aquecedor elétrico. Não tem piscina aquecida mais lá e ponto final. Ninguém reclamou. Cortamos isso e um monte de coisa. Conversamos com taifeiros, a quantidade e a qualidade é diferente de anos diferentes”, concluiu o presidente.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL