Chapecó | 14.10.2019 | 10h20 Política

Bolsonaro critica ‘silêncio da ONU e de ONGs’ em relação às manchas de óleo

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste sábado (12) o que ele chamou de silêncio da ONU (Organização das Nações Unidas) e de ONGs (Organizações não Governamentais) diante das manchas de óleo que atingem o litoral dos 9 Estados do Nordeste.

“Estranhamos o silêncio da ONU e ONGs, sempre tão vigilantes com o meio ambiente”, declarou o presidente no Twitter.

Bolsonaro publicou no seu perfil um vídeo do jornalista da RedeTV, Boris Casoy tecendo os mesmo questionamentos. O âncora incluiu em seu comentário críticas ao Vaticano e à França.

“Apenas uma perguntinha: por quê a ONU, o papa, a França e as ONGs –essas ONGs que tanto se preocupam com o ambiente, se preocupam com a Amazônia– ainda não se manifestaram a respeito desse desastre que é o derramamento de óleo”, afirmou Casoy.

Bolsonaro falou ainda que o governo federal está trabalhando desde 2 de setembro –quando surgiram as manchas– para “identificar os responsáveis” pelo vazamento que atingiu a costa nordestina.

O CASO

Manchas de óleo vêm aparecendo nas praias do Nordeste desde setembro. De origem ainda desconhecida –embora investigação da Petrobras e da Marinha aponte que o petróleo seja venezuelano–, os rejeitos vêm afetando a vida marinha na região e já causaram a morte de tartarugas no litoral brasileiro.

Segundo a Marinha, 1 IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação) já está sendo conduzido para apurar o caso. Estão sendo feitos procedimentos de análise do material coletado, exame dos dados sobre o tráfego marítimo na área e simulações computacionais sobre as influências de correntes no Atlântico Sul.

Até agora, 138 localidades em 9 Estados diferentes já foram atingidas pelo óleo. Segundo a Marinha, há a hipótese de que elas tenham sido liberadas depois de 1 naufrágio ou de 1 derramamento acidental de petróleo.

Fonte: PODER 360