Capanema | 07.03.2019 | 08h15 Geral

Adolescente morre de meningite meningocócica no PR


Cerca de 60 pessoas que tiveram contato com o adolescente que morreu de meningite meningocócica no Paraná receberam uma dose de medicamento para evitar novos casos.

João Pedro Ferrari, de 16 anos, morava em Pérola d'Oeste, no sudoeste do estado, e estudava em Capanema. Ele estava internado desde a tarde de sexta-feira (1º) no Hospital Regional de Francisco Beltrão, onde morreu na terça (5).

Segundo o Secretário de Saúde de Capanema, Jonas Welter, o bloqueio da doença foi feito no período de até 24 horas após o contato com o adolescente.

Entre as pessoas que receberam a dose de antibiótico conforme orientação do médico de Francisco Beltrão que atendeu o adolescente estão alunos, funcionários e professores do Colégio Sesi, onde ele estudava, amigos, familiares e profissionais de saúde, todos de Capanema, Planalto e Pérola d’Oeste.

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“Esta profilaxia tem que ser feita em até 48 horas após o contato com o paciente, e nós conseguimos fazer isto em tempo recorde, em 24 horas todas as pessoas que tiveram contato fizeram a profilaxia, que é o bloqueio para que esta doença não se alastre”, garantiu o secretário.

Ainda de acordo com Welter, o adolescente desmaiou por volta das 9h de sexta-feira e foi levado para o Hospital Sudoeste, em Capanema, com suspeita de dengue hemorrágica, e em seguida levado para o hospital em Pranchita.


Na sexta-feira à tarde, completou, o quadro clínico de João Pedro era considerado bastante grave. Exames foram feitos e constataram o caso de meningite. Ainda não é possível afirmar se a doença é do tipo B ou C.

A direção do Colégio Sesi preferiu não se manifestar sobre o caso. Mas, o secretário de Saúde adiantou que as aulas serão retomadas normalmente na quinta-feira (7) e que o colégio atendeu algumas recomendações, como a limpeza e arejamento das salas.

Quanto à vacinação, o secretário disse que, por conta da escassez de doses, a prioridade tem sido as crianças com até um ano.

Meningite no Paraná
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, do início do ano até quinta-feira (28) o Paraná havia registrado 143 casos de meningite de todos os tipos, com 13 mortes. Em 2018, foram 1.601 casos, com 108 mortes.

A meningite é uma doença geralmente causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas, ou por complicações de outras doenças, entre elas o sarampo e a pneumonia. As vacinas podem prevenir algumas destas formas.

As vacinas disponíveis na rede pública e que fazem parte do calendário oficial são a Meningo C, a Pneumo 10-Valente, a Haemophilus influenzae e a BCG, que imuniza contra formas graves de tuberculose com possibilidades de evoluírem para meningite.

No caso da meningite do tipo B, a rede pública não disponibiliza a vacina por não fazer parte do calendário definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

A assessoria de imprensa da Sesa informou que o Paraná, assim como outros estados, está recebendo doses em quantidades insuficientes há mais de um ano e que para atender a população está fazendo o remanejamento de doses entre as regionais de saúde para evitar o desabastecimento.


“A demanda de meningocócica C é de 88 mil doses por mês e o Ministério da Saúde envia uma média de 66 mil. Quantia bem abaixo da necessária. A nova gestão da SESA está em contato com o Ministério para solucionar o problema o mais breve possível, mas ainda não tem uma posição oficial por parte do MS”, destacou.

Cuidados e Sintomas

Além da vacinação, outros cuidados que podem prevenir a meningite como a higiene, ventilação dos ambientes e o não-compartilhamento de objetos como copos, pratos e talheres.

Os principais sintomas são dor de cabeça, rigidez da nuca, febre, convulsão e vômito.

Nas crianças abaixo de um ano, são comuns o choro persistente e o inchaço na moleira. Em alguns casos, também podem apresentar manchas vermelhas na pele (petequias).

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Fonte: G1